Localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte, a Toca da Raposa I completou 53 anos em fevereiro e segue como um dos espaços mais simbólicos da história do Cruzeiro. Atualmente utilizada como centro de treinamento das categorias de base e do futebol feminino, a estrutura foi o primeiro CT e alojamento voltado ao futebol profissional masculino no Brasil.
Antes da inauguração da Toca I, em 1973, o Cruzeiro realizava suas atividades no Estádio JK, no bairro Barro Preto, região central de Belo Horizonte. Com o passar dos anos, o local já não acompanhava a evolução do clube, que passou a mandar suas partidas no Mineirão desde a abertura do estádio, em 1965.
A construção da Toca da Raposa representou um salto significativo no processo de profissionalização da equipe celeste. Além de oferecer estrutura de concentração, o espaço passou a contar com equipamentos modernos para a época, contribuindo diretamente para a evolução do desempenho dos atletas. O ex-meia Toninho Almeida chegou a destacar a mudança: “Com a Toca, o Cruzeiro deu um passo muito grande rumo à modernidade. Antes, os treinos eram precários, sem estrutura adequada”.
Histórico
Outro ponto marcante da história do centro de treinamento foi sua utilização pela Seleção Brasileira, que realizou parte de sua preparação para as Copas do Mundo de 1982 e 1986 no local, evidenciando o nível de estrutura oferecido pelo clube mineiro.
A idealização do projeto teve forte influência do então presidente Felício Brandi, considerado um dos maiores dirigentes da história do Cruzeiro. Em sua gestão, entre 1961 e 1982, o clube conquistou títulos expressivos, como a Copa Libertadores de 1976, o Campeonato Brasileiro de 1966 e dez Campeonatos Mineiros, além de liderar o processo de construção da Toca I, concebida também para afastar os atletas do ambiente urbano e proporcionar melhor concentração.
Anos depois, o espaço foi rebatizado como Centro de Formação Felício Brandi, em 2020, durante a gestão de Sérgio Santos Rodrigues, em homenagem ao ex-presidente falecido em 2004. Em avaliações internas realizadas pela administração na época de Ronaldo, foi estimado que os dois centros de treinamento pertencentes ao clube têm valor conjunto próximo de R$ 108 milhões.



