Imagem: Portal Cruzeirense

Ídolos do Cruzeiro: Relembre algumas das maiores estrelas do clube

Na seleta prateleira de ídolos do Cruzeiro, selecionamos alguns jogadores que fizeram história na equipe celeste. Desde os primórdios do clube até os tempos atuais, o Cruzeiro cultiva boas lembranças pelos seus ídolos. A alegria proporcionada por cada um ao torcedor, a importância de suas contribuições para o Cruzeiro e a dedicação são destacadas aqui. 

Os maiores ídolos do Cruzeiro Esporte Clube

1. Tostão

Dirceu Lopes, Pelé e Tostão
Dirceu Lopes, Pelé e Tostão / Imagem: Arquivo Estado de Minas

A trajetória de Tostão no futebol brasileiro reforçou a imagem do Cruzeiro como clube. O jogador não só é ídolo da torcida como também foi protagonista em um dos títulos mais importantes da Raposa. No dia 30 de novembro de 1966, Cruzeiro e Santos faziam a final da Taça Brasil no Estádio Mineirão, competição nacional equivalente ao Campeonato Brasileiro, que tinha a equipe santista como favorita ao título por se tratar do time de Pelé e pela hegemonia da equipe com as conquistas recentes. 

O placar da partida no intervalo era de 5 a 0 para o Cruzeiro, Tostão marcou o seu de pênalti aos 42 minutos. O confronto terminou em 6 a 2 para a Raposa, feito até então inimaginável, e que deixou a torcida celeste em êxtase. Na segunda partida em São Paulo, o Santos até esboçou uma reação abrindo 2 a 0 no primeiro tempo, mas o Cruzeiro voltou forte para a segunda etapa e iniciou a recuperação com um gol de falta de Tostão. Dirceu Lopes e Natal fizeram os dois gols que decretaram a virada, trazendo para Belo Horizonte o primeiro troféu de campeão brasileiro do Cruzeiro.

2. Fábio

Goleiro Fábio, Cruzeiro
Imagem: ge.globo.com

Fábio é um dos mais longevos atletas da história do Cruzeiro, reconhecido como ídolo da torcida, o goleiro não abandonou o clube nos momentos mais delicados, como na queda para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2019, atitude que valorizou ainda mais a importância do jogador para o Clube. Com grande parte da carreira dedicada à equipe mineira, Fábio estreou no ano 2000, quando esteve emprestado ao clube. Retornou em 2005 e permanece até os dias atuais, tendo conquistado de lá para cá, diversos títulos e premiações individuais como goleiro.

Em 2013 e 2014, o Cruzeiro foi bicampeão do Campeonato Brasileiro, competição que exige regularidade e onde Fábio é detentor do recorde de mais partidas jogadas e sem sofrer gols. Com mais de 900 partidas disputadas, o goleiro foi quem mais vezes vestiu a camisa do Cruzeiro, conquistando títulos como a Copa do Brasil (2000, 2017 e 2018), e sete vezes o Campeonato Mineiro (2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019). 

3. Niginho

Niginho Cruzeiro
Imagem: Arquivo EM

Niginho foi talvez o primeiro grande ídolo do Cruzeiro, o “Carrasco dos Clássicos” como era conhecido, participou da fase de transição do clube para o profissionalismo no início da década de 1930. Niginho era um exemplo de jogador dedicado ao clube, estava lá na mudança de nome para Cruzeiro em 1942. Em 1939, após passagem pelo futebol italiano, o atacante retornou a Belo Horizonte e contribuiu nos gramados até encerrar a carreira no clube do coração em 1947. Na sequência, assumiu o comando técnico da equipe, tornando-se o terceiro treinador a mais vezes comandar a equipe, sendo tricampeão mineiro em 1959, 1960 e 1961.

4. Dirceu Lopes

Dirceu Lopes Cruzeiro
Imagem: Reprodução/ocuriosodofutebol.com.br

Entre 1964 e 1977, o Cruzeiro contou com um dos maiores e mais importantes jogadores de sua história. Oriundo das categorias de base da equipe mineira, o meia logo ganhou destaque ao subir para o time principal, tornando-se o camisa 10 cruzeirense em conquistas memoráveis do clube, como o título da Taça Brasil de 1966, vencida sobre o Santos de Pelé. Ao lado de Tostão, Dirceu Lopes formou uma das maiores duplas de ataque do futebol brasileiro da década de 1960. 

Dez anos após a conquista da Taça Brasil de 1966, Dirceu Lopes seguia como jogador do Cruzeiro e conquistou junto a equipe o primeiro título Internacional, a Copa Libertadores da América de 1976, vencida sobre o River Plate da Argentina. Além das conquistas da Taça Brasil 1966 e da Copa Libertadores da América 1976, Dirceu também foi nove vezes campeão mineiro com a Raposa e é o segundo maior artilheiro do clube, com 223 gols.

5. Alex

Alex, Cruzeiro
Imagem: espn.com.br

O meia Alex foi uma das mais talentosas revelações do futebol brasileiro dos anos 1990. Revelado pelo Coritiba, Alex chegou ao Cruzeiro por empréstimo em 2001, com passagem discreta pela Raposa. No fim da temporada de 2002, o jogador se transfere em definitivo para a equipe cruzeirense, dando início a uma história de muitas glórias. O canhoto de extrema habilidade e inteligência promovia um espetáculo a cada toque na bola, caindo nas graças da torcida.

A temporada 2003 do Cruzeiro era o foco principal de Alex, já que era o momento em que podia se dedicar inteiramente ao clube por não haver mais complicações contratuais envolvendo o Parma da Itália. E foi justamente neste ano que o Cruzeiro conquistou a tríplice coroa com os títulos do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro. Na mesma temporada foi eleito pelo jornal uruguaio El País como um dos onze melhores jogadores da América do Sul.

6. Nelinho

Nelinho, Cruzeiro
Imagem: veja.abril.com.br

Dono de um dos chutes mais fortes do futebol da época, Nelinho fez história vestindo a camisa do Cruzeiro nos anos 1970. Chegou ao clube em 1973, vindo de uma passagem pelo clube do Remo, e rapidamente assumiu a titularidade da lateral-direita da Raposa. Foi um dos grandes responsáveis na conquista da Copa Libertadores da América de 1976, o maior título conquistado vestindo a camisa do Cruzeiro, no qual marcou gols em duas das três partidas da final contra o River Plate da Argentina. Devido a ótimas atuações pela equipe mineira, Nelinho foi convocado pela Seleção brasileira e disputou duas vezes a Copa do Mundo, uma em 1974 e a outra em 1978.

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