Durante entrevista ao programa “Resenha do 9”, o ex-atacante Ronaldo Nazário comentou os bastidores de sua passagem como controlador da SAF do Cruzeiro e admitiu que o processo de recuperação do clube foi marcado por desafios constantes e decisões difíceis.
Responsável por liderar a transformação da Raposa em clube-empresa, Ronaldo destacou que a experiência proporcionou grande aprendizado na área de gestão esportiva, mas também trouxe desgastes pessoais. Segundo ele, muitas das medidas adotadas para reorganizar a estrutura financeira e administrativa do Cruzeiro geraram resistência interna e acabaram criando inimizades ao longo do caminho.
Ao lado de Kaká, o ex-camisa 9 também falou sobre a possibilidade de assumir funções semelhantes em outros clubes. Declaradamente identificado com o Corinthians, Ronaldo revelou que já cogitou participar da gestão do clube paulista, mas afirmou que hoje enxerga o cenário de maneira diferente após tudo o que vivenciou em Belo Horizonte.
Falou e disse
O ex-jogador ainda questionou o modelo associativo predominante no futebol brasileiro. Na sua visão, esse formato frequentemente dificulta a implementação de práticas mais profissionais e favorece interesses políticos dentro das instituições. Para ele, a reestruturação do Cruzeiro exigiu medidas impopulares, especialmente cortes e mudanças administrativas que provocaram forte oposição.
“Minha experiência com clubes foi maravilhosa. Aprendizado, gestão esportiva e no final – somente no final – foi maravilhoso financeiramente, mas a experiência foi muito rica. Tenho vontade de voltar e fazer uma maluquice dessa.” Modelo associativo é feito para muita gente mamar na teta do clube e só resolve isso cortando tudo. Vivi isso no Cruzeiro e ganhei vários inimigos.”
“(Corinthians) é um dos maiores ativos do Brasil. Eu já tive muita vontade, sou apaixonado pelo Corinthians, mas hoje não sei se faria. Depois da experiência com o Cruzeiro… o torcedor confunde as coisas com desempenho esportivo. O torcedor não tem o direito de te atacar, invadir CT… A nossa imprensa normalizou. É um absurdo e isso me dá muito medo.”


