A decisão de Leonardo Jardim de assumir o Flamengo causou surpresa no futebol brasileiro. Meses antes de acertar com o clube carioca, o treinador português havia declarado publicamente que não comandaria outra equipe do país além do Cruzeiro. Apesar da promessa, ele mudou de rumo e, em março, foi anunciado como substituto de Filipe Luís no Rubro-Negro.
A contratação pelo Flamengo ganhou ainda mais repercussão justamente pela mudança de discurso. Em agosto de 2025, quando ainda estava no Cruzeiro, Jardim afirmou que, se permanecesse trabalhando no Brasil, defenderia exclusivamente o clube mineiro. Pouco tempo depois, porém, aceitou a proposta da equipe carioca e retornou ao futebol brasileiro para iniciar sua segunda experiência no país.
“Vou deixar claro, o que é notícia é que no Brasil eu só vou treinar o Cruzeiro. Isso é que é uma verdadeira notícia. Não vou treinar outro clube no Brasil. Eu vou à Grécia e sou Olympiacos, vou ao Catar e sou Al-Rayyan, vou à França e sou Monaco. No Brasil, eu sou Cruzeiro, e não vou treinar mais nenhum clube no Brasil que não seja o Cruzeiro.”
Passagem positiva
A passagem de Jardim pela Raposa durou toda a temporada de 2025 e foi marcada por uma campanha consistente. Sob sua direção, o Cruzeiro disputou 55 partidas, somando 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas, desempenho que resultou em um aproveitamento de 58,2%. Durante esse período, a equipe balançou as redes 76 vezes e sofreu 44 gols.
Os resultados obtidos colocaram o clube entre os protagonistas do futebol nacional. No Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro encerrou a competição na terceira colocação, com 70 pontos. Já na Copa do Brasil, alcançou a fase semifinal, mas acabou eliminado pelo Corinthians, ficando a um passo da decisão.
Antes de chegar ao futebol brasileiro, Leonardo Jardim já havia construído uma trajetória de destaque no cenário internacional. Em Portugal, passou por Camacha, Chaves, Beira-Mar, Braga e Sporting. Fora do país, também dirigiu o Olympiacos, da Grécia, o Monaco, da França, além de equipes do Oriente Médio, como Al-Hilal, Shabab Al-Ahli, Al-Rayyan e Al Ain.



