O Cruzeiro resolveu interromper as investidas por Gabriel Pec após avaliar que a negociação fugiu do patamar financeiro considerado viável pela SAF. Embora o atacante figurasse entre os principais objetivos para reforçar o elenco, a diretoria optou por não acompanhar a escalada dos valores exigidos na disputa pelo jogador.
A concorrência ganhou um novo cenário com a entrada do Bahia, que, segundo informações da ESPN, apresentou ao LA Galaxy uma proposta de 14 milhões de euros fixos, acrescida de mais 1 milhão de euros em bônus por metas. O Cruzeiro, por sua vez, manteve a oferta em cerca de 10 milhões de euros e decidiu não elevar a quantia. Além do valor da transferência, os vencimentos solicitados pelos representantes de Gabriel Pec também foram considerados acima do teto previsto pelo clube.
Nos bastidores, o entendimento é de que entrar em uma disputa financeira desse porte poderia comprometer o planejamento para as próximas movimentações da janela. Por isso, a estratégia passa a ser concentrar esforços em negociações que ofereçam melhor relação entre custo e benefício, preservando a saúde financeira da SAF sem deixar de buscar reforços para o elenco de Artur Jorge.
Vasco possui 30%
Outro aspecto que influencia diretamente no negócio é a composição dos direitos econômicos do atacante. O Vasco, clube que revelou Gabriel Pec, permanece com 30% de uma futura venda, fator que impacta o valor pedido pelo LA Galaxy e torna a operação ainda mais onerosa para os interessados.
Mesmo com a desistência da contratação, a busca por um atacante de velocidade continua sendo uma das prioridades do Cruzeiro. A comissão técnica procura um jogador que atue preferencialmente pelo lado direito, mas que também tenha versatilidade para jogar pela esquerda quando necessário.
O departamento de futebol segue analisando alternativas no mercado. Entre os nomes observados estão Fábio Vieira, do Arsenal, e Brian Rodríguez, do América do México, além de outros atletas monitorados de forma reservada. A expectativa da diretoria é fechar pelo menos um reforço para o setor ofensivo antes do encerramento da janela, mantendo a política de responsabilidade financeira adotada pelo clube.



