Antes mesmo da confirmação da saída de Walace, o Cruzeiro já buscava uma solução para o volante, que estava fora dos planos desde abril. Após perder espaço por questões internas, o jogador ficou próximo de acertar sua transferência para o Vitória. A situação reforça um cenário vivido recentemente pela Raposa: investimentos elevados em atletas que chegaram cercados de expectativa, mas não conseguiram entregar o desempenho esperado.
Apesar de reduzir a folha salarial com a negociação, o clube mineiro continuará arcando com parte dos vencimentos do meio-campista. Outro caso que ainda gera impacto financeiro é o de Gabigol. Emprestado ao Santos até o encerramento da temporada, o atacante segue tendo parte de seus salários bancada pelo Cruzeiro.
Quando foi contratado, no começo de 2025, Gabriel recebia uma remuneração superior a R$ 2,5 milhões por mês, considerando salários, luvas e bonificações. No acordo de empréstimo, Cruzeiro e Santos dividiram igualmente esses custos. A chegada do camisa 9 representava um antigo desejo de Pedro Lourenço, proprietário da SAF celeste, e foi celebrada com grande apresentação no Mineirão.
Decepção completa
Em campo, porém, o rendimento ficou abaixo da expectativa. Inicialmente peça importante na equipe comandada por Fernando Diniz, Gabigol perdeu espaço após a chegada de Leonardo Jardim. Ao todo, disputou 49 partidas pelo Cruzeiro, marcou 13 gols e distribuiu quatro assistências. A eliminação na semifinal da Copa do Brasil, marcada pelo pênalti desperdiçado pelo atacante, aumentou a pressão da torcida, que chegou a protestar na Toca da Raposa pedindo sua saída.
Dudu também integra a lista de contratações de grande repercussão que não corresponderam ao investimento realizado. Anunciado em 2025 após deixar o Palmeiras, o atacante chegou cercado de expectativa para ser um dos principais nomes da equipe, mas teve passagem discreta. Foram apenas 17 partidas disputadas e dois gols marcados com a camisa celeste.
Assim como ocorreu com Gabigol, Dudu começou como titular sob o comando de Fernando Diniz, mas perdeu espaço na equipe com Leonardo Jardim. A situação culminou na rescisão antecipada do contrato. Mesmo sem contar mais com o atleta, o Cruzeiro desembolsou cerca de R$ 15 milhões ao longo de 2025 para quitar os salários previstos até o fim do vínculo, enquanto Dudu já defendia o Atlético-MG.



