Durante a paralisação do calendário para a Copa do Mundo, o Cruzeiro vem aproveitando o período para ajustar o elenco de maneira gradual. Embora ainda tenha sido discreto no mercado de contratações, a diretoria já encaminhou seis desligamentos e pode realizar novos movimentos antes da retomada das competições.
Entre as saídas confirmadas, apenas Kaiki era presença constante na equipe titular. Após se destacar nas últimas temporadas e despertar o interesse do futebol europeu, o lateral-esquerdo foi vendido ao Como, da Itália, em uma negociação que pode alcançar 15 milhões de euros (cerca de R$ 88 milhões). Para preencher a lacuna, o clube agiu rapidamente e fechou a contratação de Gabriel Rojas, ex-Racing.
Além de Kaiki, também deixaram a Toca da Raposa os jogadores Walace, Janderson, Japa e Bruno Alves. Contratado em 2024, Walace não conseguiu se firmar entre os titulares e perdeu espaço ao longo da última temporada. Após um episódio disciplinar envolvendo o goleiro Matheus Cunha, acabou sendo emprestado ao Vitória até dezembro.
Mais saídas
Já Bruno Alves e Japa não entraram nos planos de Artur Jorge e foram cedidos ao Norwich e ao Mirassol, respectivamente. Janderson, por sua vez, foi negociado em definitivo com o Moreirense.
A tendência é que a lista de baixas ainda aumente. Atletas como Wanderson e Chico da Costa vêm sendo pouco utilizados e podem buscar novos destinos. A situação de William também segue indefinida, e sua permanência para o restante da temporada ainda não está assegurada.
Outra movimentação já definida é a de Kauã Prates. O lateral seguirá para o Borussia Dortmund assim que completar 18 anos, em agosto, embora sua transferência para o futebol alemão tenha sido acertada ainda em fevereiro. Enquanto aguarda a mudança, o jogador permanece em Belo Horizonte, realizando tratamento de uma lesão muscular na coxa direita nas dependências da Toca da Raposa II.
A venda foi fechada por 7 milhões de euros (aproximadamente R$ 41,1 milhões) em valores garantidos, com a possibilidade de mais 5 milhões de euros (cerca de R$ 29,6 milhões) em bonificações atreladas ao cumprimento de metas consideradas viáveis pelas partes envolvidas.



