Há 30 anos, o Cruzeiro realizou um amistoso internacional diante do Nagoya Grampus, então campeão da Copa do Imperador, em uma partida que terminou empatada por 3 a 3 no Japão. O confronto serviu como preparação para o início do Campeonato Brasileiro de 1996 e colocou frente a frente a equipe comandada por Levir Culpi e o time dirigido por Arsène Wenger.
A Raposa vivia um ano marcante e já tinha conquistado o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil. O elenco celeste reunia nomes importantes como Dida, Ricardinho, Célio Lúcio, Roberto Gaúcho e Marcelo Ramos. Jogando no estádio do adversário, o Cruzeiro abriu o placar com Cleison, que avançou entre os defensores e finalizou na saída do goleiro Ken Ishikawa.
O jogo
A vantagem brasileira durou pouco. O sérvio Dragan Stojković aproveitou uma falha da defesa cruzeirense e acertou um chute no canto direito do goleiro camaronês William Andem para deixar tudo igual. No início do segundo tempo, Palhinha recebeu passe de Ricardinho e marcou o segundo gol celeste, apesar de estar em posição irregular.
O Nagoya voltou a empatar após cobrança de pênalti convertida por Stojković. Aos 35 minutos, Palhinha arriscou de longe, Ishikawa falhou e Cleison aproveitou o rebote para recolocar o Cruzeiro em vantagem. Em clima amistoso, a arbitragem ainda marcou outro pênalti para os japoneses, lance bastante contestado pelos mineiros.
Stojković cobrou, mas William Andem fez a defesa. Nos minutos finais, um novo pênalti foi assinalado para os donos da casa, desta vez convertido, decretando o empate por 3 a 3 em um dos amistosos internacionais mais lembrados da história celeste.
A Lenda
Arsene Wenger é considerado um dos técnicos mais influentes da história do futebol. O francês ganhou projeção internacional ao comandar o Arsenal entre 1996 e 2018, período em que conquistou três Campeonatos Ingleses e sete Copas da Inglaterra, além de levar o clube à final da Liga dos Campeões da UEFA em 2006.
Sua maior marca foi a campanha invicta do Arsenal na Premier League de 2003/04, feito que rendeu à equipe o apelido de “Invincibles”. Antes de chegar à Inglaterra, Wenger também conquistou títulos pelo Monaco e pelo Nagoya Grampus, tornando-se referência mundial pela modernização dos métodos de treinamento, preparação física e gestão de elenco.



