A chegada de Gerson ao Cruzeiro foi resultado de uma negociação extensa, marcada por inúmeras rodadas de conversas e reviravoltas nos bastidores. O interesse da Raposa no meio-campista surgiu ainda nos últimos meses da temporada anterior, quando o jogador já demonstrava preferência por atuar em Belo Horizonte caso retornasse ao futebol brasileiro.
As partes chegaram rapidamente a um entendimento para um vínculo válido até o final de 2029, além de um pacote financeiro que colocou o volante entre os atletas mais bem remunerados do elenco. O maior entrave estava na postura do Zenit. O clube russo estipulou inicialmente uma avaliação próxima de 40 milhões de euros (R$ 251,5 milhões), valor considerado fora da realidade do mercado.
Enquanto buscava uma fórmula capaz de convencer os russos, o Cruzeiro acumulou negativas. A primeira investida oficial girou em torno de 12 milhões de euros (R$ 75,5 milhões). Posteriormente, os mineiros mantiveram a mesma oferta financeira e acrescentaram o zagueiro Jonathan Jesus na composição do negócio. Apesar de o defensor despertar interesse do Zenit, as propostas acabaram recusadas.
Valores finais
Nas etapas iniciais, as conversas eram conduzidas principalmente pelos agentes Junior Mendonza e Carlos Meinberg Neto, profissionais com forte trânsito junto ao clube russo. Com a inclusão de Jonathan Jesus nas negociações, o empresário André Cury também passou a participar diretamente das discussões.
Na sequência, a diretoria celeste elaborou uma nova oferta: 26 milhões de euros garantidos e outros 4 milhões condicionados ao cumprimento de metas esportivas. O valor total atingiria os desejados 30 milhões de euros. Quando tudo parecia encaminhado, o Zenit decidiu ajustar os termos finais da negociação, fixando a operação em 27 milhões de euros (R$ 169,8 milhões) imediatos e mais 3 milhões de euros (R$ 18,7 milhões) em bonificações por desempenho.
Os bônus foram estruturados com base em conquistas coletivas do Cruzeiro. A cada título obtido durante o período contratual de Gerson, o Zenit terá direito a receber 500 mil euros adicionais, até o limite máximo de 3 milhões de euros previstos em contrato. Do valor fixo da transferência, 10% serão destinados aos intermediários envolvidos. O percentual corresponde a 2,7 milhões de euros (R$ 17 milhões), montante que será dividido entre Marcão, Junior Mendonza, Carlos Meinberg Neto e André Cury.
Outro detalhe relevante diz respeito à distribuição dessas comissões. Parte da quantia destinada a Marcão, estimada em cerca de 650 mil euros (R$ 4,2 milhões), também será compartilhada com Carlos Leite, empresário que participou durante anos do gerenciamento da carreira de Gerson e manteve participação contratual relacionada ao atleta.



