Entre 1963 e 1972, Tostão protagonizou uma das maiores trajetórias da história do Cruzeiro. Com inteligência tática, capacidade de criação e faro de gol, o ex-camisa 9 foi o principal nome de uma equipe que dominou o futebol mineiro e conquistou projeção nacional ao longo da década de 1960. Atuando como meia-atacante, segundo atacante ou centroavante, destacou-se pela versatilidade e pela facilidade em participar tanto da construção quanto da conclusão das jogadas.
Embora existam pequenas divergências entre os levantamentos estatísticos, todas as fontes apontam números impressionantes. Tostão disputou entre 378 e 383 partidas pelo Cruzeiro e marcou de 242 a 248 gols, desempenho que o mantém como o maior artilheiro da história do clube.
O domínio da Raposa no Campeonato Mineiro teve o ex-atacante como principal protagonista. Entre 1965 e 1969, o Cruzeiro conquistou cinco títulos estaduais consecutivos, enquanto Tostão terminou como artilheiro da competição em seis edições seguidas, de 1965 a 1970. Ao todo, marcou 105 gols no torneio, com campanhas memoráveis: 17 gols em 1965, 18 em 1966, 20 em 1967 e expressivos 25 em 1968, uma das maiores marcas individuais da história do Campeonato Mineiro.
Títulos nacionais
A consagração nacional veio na Taça Brasil de 1966. Na decisão diante do poderoso Santos de Pelé, considerado o melhor time do mundo na época, o Cruzeiro protagonizou uma das maiores atuações da história do futebol brasileiro, sendo campeão.
Além da Taça Brasil de 1966, Tostão foi peça fundamental nas conquistas dos Campeonatos Mineiros de 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969, além do Torneio Início de Minas Gerais de 1966. Também integrou o elenco campeão de diversos torneios nacionais e internacionais disputados na época, como o Torneio de Caracas (1970), o Torneio do México (1967), a Taça Rio Branco (1966) e outras competições que tinham grande relevância no calendário do futebol brasileiro daquele período.
Individualmente, acumulou marcas expressivas. Além de liderar a artilharia do Campeonato Mineiro por seis temporadas consecutivas, também terminou como goleador do Campeonato Brasileiro de 1970, com 12 gols. Sua combinação de técnica refinada, visão de jogo e eficiência ofensiva fez de Tostão um jogador muito à frente de sua época, consolidando seu nome como um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro e um dos principais craques do futebol brasileiro.


