Contratado pelo Cruzeiro na metade de 2024 como uma das principais aquisições da gestão de Pedro Lourenço, Walace desembarcou na Toca da Raposa cercado de expectativa e com a missão de assumir o comando do meio-campo. Entretanto, quase dois anos depois, o volante vive um dos momentos mais delicados desde que chegou ao clube.
Afastado das atividades com o restante do elenco desde abril, o camisa 5 segue treinando separadamente após um episódio disciplinar envolvendo o goleiro Matheus Cunha, ocorrido logo após a derrota para o São Paulo, no Morumbis. Desde então, a diretoria passou a trabalhar com a possibilidade de negociá-lo, mas os altos vencimentos do atleta dificultaram o avanço de conversas com possíveis interessados.
Apesar da situação, Walace mantém boa relação com boa parte dos companheiros de equipe. Internamente, o volante é visto como um profissional de comportamento positivo no dia a dia e sem histórico de outros problemas no clube. Inclusive, alguns jogadores tentaram interceder junto à diretoria para buscar uma solução que permitisse sua reintegração, mas a possibilidade acabou sendo descartada.
Quer ser reintegrado
Adaptado à capital mineira e com a família estabelecida em Belo Horizonte, o meio-campista não demonstra pressa para deixar o clube. Pessoas próximas ao jogador indicam que ele ainda alimenta a esperança de recuperar espaço e reconstruir sua trajetória com a camisa celeste, embora essa hipótese não esteja em discussão nos bastidores neste momento.
O cenário chama ainda mais atenção porque o Cruzeiro enfrenta carência justamente na função exercida por Walace. Atualmente, Lucas Romero é a única opção de origem para atuar como primeiro volante, o que levou o departamento de futebol a monitorar alternativas no mercado. Um dos nomes observados é o de Santiago Sosa, do Racing, mas sem negociações avançadas até aqui.
Segundo dados divulgados pelo próprio clube em seus demonstrativos financeiros, a contratação de Walace junto à Udinese representou um investimento de R$ 69,1 milhões, tornando-se uma das operações mais caras da história do Cruzeiro. Dentro de campo, porém, o retorno ficou abaixo do esperado. Desde sua chegada, o volante disputou 46 partidas, marcou um gol e não registrou assistências, alternando entre períodos como titular e reserva de Lucas Romero.


