Venda Vitor Roque poderia ter revolucionado o Cruzeiro; entenda

O atacante Vitor Roque, que está atualmente no Barcelona, da Espanha, após ser vendido pelo Athlético-PR em 2023, foi formado nas categorias de base do Cruzeiro e poderia ter revolucionado a história do clube, mas teve saída conturbada que deixou feridas abertas em todos os milhões de cruzeirenses, que agora só podem olhar a joia brasileira nos campos da Europa.

Ao todo, o Athlético-PR recebeu quase R$ 400 milhões do Barcelona pela venda de Vitor Roque, enquanto o Cruzeiro apenas R$ 24 milhões na negociação anterior. Com muitas dificuldades financeiras nos últimos anos, o Cabuloso poderia ter se salvado e montado um time mais competitivo a partir do valor da negociação da joia brasileira.

Vendido por 31,3 milhões de euros fixos (R$ 213,4 milhões), o valor inicial da venda conseguiria quitar todas as dívidas tributárias do Cruzeiro, que são atualmente R$ 209 milhões. Além dos R$ 213,4 milhões, a negociação também inclui valores de bônus, como uma possível conquista da Bola de Ouro por parte de Vitor Roque, e impostos para vendas internacionais.

Na época em que foi para o Athlético-PR, Vitor Roque queria continuar no Cruzeiro, mas precisaria ter aumento salarial, pedido não aceita pelo clube mineiro, que quis negociar, mas já estava atrasado e perdeu a joia para o Furacão. André Cury, empresário do jogador, deu detalhes da operação.

“Quem foi no Cruzeiro alertar o clube de que a multa era baixa fui eu. Eu pedi para uma pessoa minha dia 7 de março ir ao Cruzeiro informar que era preciso um aumento salarial para o jogador. Inclusive para ele se resguardar da multa. Eles não deram a devida atenção a esse quesito. Depois de uns 10, 15 dias resolveram aparecer, dizendo que topavam o aumento de salário, mas com um contrato novo”, explicou o agente.

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Ainda na resposta em entrevista à Itatiaia, André Cury contou que Roque recebia R$ 12 mil por mês e poderia passar a ganhar R$ 60 mil, mas não deu certo.

“Eu disse para eles que eu não faria um contrato novo nesse momento, porque não precisava, já que o jogador tinha um contrato até 2025, e que em dezembro a gente falaria sobre contrato novo. Era para fazer um aditivo contratual, que o jogador estava pronto para assinar e receber R$ 60 mil, e ele se resguardar da multa”, disse Cury.

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