A situação de Wanderson mostrou uma mudança clara de perfil no ataque do Cruzeiro sob o comando de Artur Jorge. Enquanto com Leonardo Jardim e Tite ele era considerado praticamente intocável, o novo treinador tem priorizado jogadores mais explosivos e agressivos no duelo individual. Nesse contexto, nomes como Luis Sinisterra, Keny Arroyo, Kaique Kenji e Bruno Rodrigues ganharam espaço.
Os números também pesam contra o camisa 11. Dois gols em 61 partidas são estatísticas modestas para um jogador ofensivo que chegou cercado de expectativa. Com a concorrência aumentando e o rendimento coletivo do setor ofensivo melhorando, Wanderson acabou perdendo protagonismo.
Por outro lado, uma saída imediata parece difícil. Além de ter contrato até o fim de 2027, ele já atingiu 14 jogos no Campeonato Brasileiro, o que impede uma transferência para outro clube da Série A nesta temporada. Assim, a tendência é que ele permaneça e tente recuperar espaço ao longo do segundo semestre.
Cenário
Para o Cruzeiro, a questão será decidir se Wanderson consegue se adaptar ao estilo exigido por Artur Jorge ou se passará a ser apenas uma peça de composição de elenco. O próximo mercado de transferências pode ser decisivo para definir seu futuro no clube.
O jogador chegou ao Cruzeiro em fevereiro de 2025. Com contrato válido apenas até o fim daquele ano com o Internacional, foi envolvido em uma negociação que ajudou a quitar uma dívida de aproximadamente R$ 7 milhões que o clube gaúcho mantinha com o Cruzeiro pela contratação de Wesley, realizada em 2024.
Pelo Colorado, disputou 146 partidas, marcou 21 gols e distribuiu 22 assistências. Sua melhor temporada foi justamente a primeira, em 2022, quando teve seus direitos econômicos adquiridos em definitivo no fim da mesma temporada por 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões à época) junto ao Krasnodar, da Rússia.



