O Cruzeiro ganhou uma nova alternativa para o setor ofensivo com a ascensão de Felipe Morais. Aos 17 anos, o meia-atacante foi escolhido pelo técnico Artur Jorge para substituir Luis Sinisterra, que está fora do restante da temporada em razão de uma grave lesão, no duelo contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. A partida marcou a estreia oficial do jovem com a camisa da equipe profissional celeste.
Considerado uma das principais promessas das categorias de base do Cruzeiro, Felipe Morais já vinha chamando atenção internamente. O jogador havia recebido sua primeira oportunidade com o elenco principal durante a intertemporada, no amistoso contra o Defensor-URU, disputado no dia 4 de julho, no Independência. Na ocasião, o atacante precisou de poucos minutos para mostrar seu potencial e marcou um belo gol em seus primeiros contatos com a bola, ajudando a equipe mineira na vitória por 2 a 0.
Natural de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, Felipe Morais nasceu em 29 de agosto de 2008. Canhoto? Não: o jovem é destro e atua principalmente como meia-atacante. No Cruzeiro desde os primeiros passos da formação, ganhou destaque nas equipes de base, especialmente no sub-17, e também acumulou participações pelo time sub-20. O talento apresentado ainda rendeu convocações para a Seleção Brasileira Sub-17 e despertou o interesse de clubes do exterior, incluindo o Chelsea, da Inglaterra.
O vínculo do jogador com o Cruzeiro conta com uma multa rescisória elevada para o mercado internacional: 100 milhões de euros, valor que corresponde a cerca de R$ 593 milhões. Mesmo com pouca idade, Felipe Morais já acumula números expressivos nas categorias inferiores. Na atual temporada, marcou dois gols em 27 partidas pelo time sub-20 antes de ganhar espaço entre os profissionais.
Diante do Coritiba, o camisa 38 foi escalado entre os titulares e formou o trio ofensivo da Raposa ao lado de Keny Arroyo e Kaio Jorge. A oportunidade surgiu também pelas ausências de Wanderson, que não viajou com a delegação, e Bruno Rodrigues, que começou o confronto no banco de reservas.



