O trabalho de Tite no Cruzeiro não resistiu a um novo resultado frustrante no Campeonato Brasileiro. Na noite do último domingo (15), a equipe empatou em 3 a 3 contra o Vasco da Gama, completando seis rodadas sem vitórias e com apenas três pontos conquistados de 18 possíveis.
Como resultado, o vice-presidente do Cruzeiro, Pedro Junio, foi a público confirmar a saída do treinador. Tite deixou o cargo no Cabuloso após apenas três meses. Nesse período, o clube chegou a encerrar o jejum de sete anos sem títulos no Campeonato Mineiro, porém, sem apresentar atuações convincentes.
Cruzeiro terá que pagar multa rescisória a Tite?
Por regra no futebol, todos os contratos de treinadores costumam incluir multas para casos de rescisão. No entanto, o caso de Tite no Cruzeiro se tornou uma exceção a essa regra. Isso porque o treinador optou por manter a cláusula rescisória em valor zero.
A opção fez parte do acordo entre Tite e Cruzeiro em dezembro de 2025, no momento de sua contratação. Inicialmente, a equipe mineira havia imposto como condição a assinatura de um vínculo até dezembro de 2027. Contudo, Tite e seu estafe optaram por rejeitar um vínculo de múltiplas temporadas.
Diante do impasse nas negociações, as partes concordaram em reduzir o tempo de contrato para dezembro deste ano, buscando atender à exigência de Tite. Em troca, o técnico também concedeu ao Maior de Minas a opção de zerar o valor da multa rescisória. Por consequência, o clube pôde demiti-lo sem arcar com valores extra.
Para fins de comparação, a demissão mais recente que antecedeu o caso de Tite na Série A foi a de Filipe Luís no Flamengo, no começo deste mês. Para romper o vínculo com o treinador, o Rubro-Negro precisou pagar R$ 6 milhões como multa rescisória.



