Tudo o que o torcedor do Cruzeiro não quer mais é cair para segunda divisão. Imagina ir para a Série C? Pois o time celeste correu sérios riscos disso acontecer antes da chegada da SAF. Em entrevista ao Canal do Nicola na noite desta terça-feira, Pedro Martins, ao ser questionado sobre o que seria do clube se Ronaldo não o tivesse comprado, prontamente disse que o pior poderia acontecer.
“Tava na Série C (se Ronaldo não tivesse comprado o Cruzeiro). O Cruzeiro não tinha dinheiro, quando a gente chegou não tinha dinheiro para pagar a conta de luz, quando a gente chegou não tinha time pra entrar no Campeonato Mineiro, imagina o que que o clube ia fazer ali? Sem a capacidade de investimento necessária, sem a capacidade de gestão pra tomar decisões duras, pra fazer com que o clube sobrevivesse. Porque dinheiro uma hora e outra você sai passando o chapéu, tem um monte de gente quer gosta do Cruzeiro e quer ajudar”, revelou Pedro Martins.
A resposta do diretor do Cruzeiro teve um tom de indignação. Isso porque ao chegar no clube ele se deparou com toda a situação caótica e com a antiga mentalidade, que se fez muito presente na cultura da instituição mesmo com o clube indo para o terceiro ano na Série B.
Mudança na cultura organizacional do Cruzeiro
O diretor executivo de futebol do Cruzeiro disse que foi preciso uma mudança de pensamento para que as coisas pudessem acontecer. Ao jornalista Jorge Nicola ele revelou que ficava indignado quando ouvia que o clube voltaria à elite somente pelo fato de ser grande.
“Eu escutei de mais de uma pessoa que o Cruzeiro ia voltar para a Série A. As pessoas falavam: ‘Fica tranquilo! O Cruzeiro vai voltar para a Série A. O clube é grande demais’. Sendo que estava no terceiro ano da Série B. Como você encontra gente dentro da instituição pensando dessa maneira?”, questionou Martins, indignado.
Vale ressaltar que entre as grandes alterações realizadas pela SAF cruzeirense, a política de ‘pés no chão’ ainda prevalece. Pedro Martins bem lembrou que o clube tem muitas dívidas contraídas das gestões anteriores e que é preciso ter cautela e paciência para que as coisas voltem a acontecer.



