Em 2023, ano em que Raposão e Raposinho completaram duas décadas de existência, o Cruzeiro na época comandado por Ronaldo Fenômeno apresentou versões remodeladas dos mascotes. A iniciativa, entretanto, encontrou resistência imediata entre os torcedores, que demonstraram insatisfação tanto nos estádios quanto nas redes sociais. Diante da repercussão negativa, o clube optou por abandonar a mudança e preservar a identidade visual que havia se tornado popular ao longo dos anos.
Poucos dias após a divulgação dos novos modelos, a diretoria anunciou a suspensão do projeto e decidiu interromper o processo de modernização dos mascotes. Em nota oficial, o Cruzeiro informou que abriria um espaço de diálogo com os torcedores para discutir temas relacionados à identidade visual e a outros aspectos ligados ao clube fora das quatro linhas.
A intenção era ouvir diferentes grupos da torcida antes de qualquer nova alteração na aparência da dupla, que celebrava 20 anos de existência. A mudança gerou ampla repercussão negativa nas redes sociais, virou motivo de piadas entre torcedores rivais e provocou manifestações de grupos organizados em frente à Toca da Raposa.
Protesto e origem
Durante os protestos, torcedores demonstraram insatisfação com a condução do projeto e direcionaram críticas à gestão da SAF do Cruzeiro, então comandada por Ronaldo Nazário. Diante da forte rejeição popular, o clube optou por manter o visual tradicional do Raposão e do Raposinho, preservando a imagem com a qual a torcida se identificava havia duas décadas: “Ronaldo gordão, devolve o Raposão!” – gritaram os torcedores.
Vale lembrar que a origem da Raposa, mascote mais tradicional do Cruzeiro, remonta aos anos 1940. O personagem foi idealizado pelo chargista mineiro Fernando Pieruccetti, o Mangabeira, responsável também pela criação dos mascotes dos outros grandes clubes de Belo Horizonte.
A escolha do animal não ocorreu por acaso: Mangabeira buscou uma figura que simbolizasse as características atribuídas a Mário Grosso, dirigente celeste da época, conhecido pela capacidade de articulação, sagacidade e eficiência nos bastidores do futebol.



