Um ex-técnico do Cruzeiro surgiu nos noticiários de maneira inesperada neste fim de semana. O português Pepa, que comandou a equipe em 2023, foi às redes sociais para falar sobre o período em que esteve à frente do Maior de Minas.
Em um texto publicado no sábado (7) no Instagram, o lusitano relembrou como chegou ao Cabuloso em 2023 após sua saída do Al Tai, clube da segunda divisão da Arábia Saudita. Na ocasião, Pepa entrou no radar do clube após a saída de Paulo Pezzolano.
Segundo o treinador, as conversas foram iniciadas a partir do primeiro contato de Paulo André, ex-jogador da Raposa que era braço direito de Ronaldo Fenômeno tanto no Cruzeiro quanto no Real Valladolid, da Espanha. A partir disso, o processo seletivo para o cargo envolveu reuniões e viagens a Portugal. Além de relembrar esse período, Pepa também contou sobre a emoção de estrear no Mineirão.
Confira o texto publicado por Pepa
“Nunca Desistas dos Teus Sonhos
O Cruzeiro surgiu quando souberam da minha saída do Al Tai. Recebi um telefonema do Chief Scout, que era português, que mepergunta se eu via com bons olhos o Cruzeiro e a série A do Brasil. Explicou-me, de uma forma muito pormenorizada, o contexto do clube, os objectivos, os prós e os contras.
Esta foi a primeira abordagem. Agora, como é que o meu nome entrou na shortlist do Cruzeiro? O Paulo André, antigo jogador do Cruzeiro, braço direito do Ronaldo tanto no Valladolid como no Cruzeiro – ambos os clubes eram do Fenómeno, viajou para Portugal para reunir com alguns clubes.
E quando chegou ao Vitória Sport Clube, teve a possibilidade de assistir a um ou dois jogos, a um ou outro treino do Vitória. E eu tive o prazer de o conhecer numa visita guiada às instalações do clube pelo então Diretor Desportivo Diogo Boa-Alma, quando passaram pelo gabinete dos treinadores.
Falei pela primeira vez com o Paulo André, mas nunca mais me lembrei dele. Mas a verdade é que as qualificações Europeias que alcançamos no Paços de Ferreira e no Vitória, acabaram por chamar a atenção do Paulo André.
E chamou a atenção porquê? Porque o treinador que lá estava, o Paulo Pezzolano, que tinha sido campeão da Série B e garantido a subida à Série A, começou o Campeonato Estadual, e já lhe tinha sido prometida a ida para o Valladolid, um sonho antigo do técnico uruguaio, no fim do Estadual.
Era o tempo que a estrutura do Cruzeiro precisava para, com calma e num processo de seleção, escolher um novo treinador. E é, precisamente, na altura em que acontece a minha saída do Al Tai. Daí o tal telefonema do Pedro Correia, o Chief Scout do Cruzeiro.
Foi o início de um processo de seleção muito exigente, meticuloso e, ao mesmo tempo, gratificante, que passou por várias reuniões. Primeiro, apenas comigo, para explicar o meu modelo de treino/modelo de jogo, e em que tive de apresentar exercícios para mostrar a ideia de jogo assente na forma de treinar.
A torcida. Espectacular. Foi a primeira vez na minha vida que ouvi alguém a cantar o meu nome na bancada. Emoções muito fortes. É uma torcida muito exigente, mas que abraça a equipa nas boas e más fases. O clube não competia no Mineirão, e a primeira vez que lá jogámos foi, simplesmente arrepiante.
Apoiam do início ao fim, vibram com cada jogada, cada corte, cada oportunidade de golo. Ao mesmo tempo, também, quando as coisas também não correm bem, é enorme.”



