O Cruzeiro pegou a torcida de surpresa nesta semana ao selar a venda de um meio-campista com grande potencial. O jovem Cauan Baptistella, de apenas 18 anos, deixará o clube ainda nesta janela de transferências para assinar pelo Metalist, da Ucrânia.
A negociação entre as partes foi selada por 5 milhões de euros (R$ 30,9 milhões) fixos. Junto a isso, a Raposa também garantiu a manutenção de 30% dos direitos econômicos do jogador, já visando uma futura transferência para outra equipe.
De acordo com apuração do GE, faltam apenas detalhes burocráticos para a negociação ser finalizada. Inclusive, colegas de elenco de Baptistella no sub-20 da Raposa já publicaram mensagens de despedida nas redes sociais nesta quarta (4).
Cauan Baptistella atua na mesma posição que Matheus Pereira e era visto como um futuro sucessor do camisa 10 cruzeirense. A cria da base chegou a ganhar oportunidades com o time profissional no início de janeiro, antes de se juntar ao elenco sub-20 para a disputa da Copinha. Após conquistar o título, o meia retornou à Toca da Raposa para dar seguimento aos trabalhos com Tite.
Bruno Spindel explica negociação do Cruzeiro
Em entrevista ao jornal O Tempo, o diretor executivo de futebol do Cruzeiro, Bruno Spindel, explicou os bastidores na negociação de Baptistella pelo Cruzeiro. Segundo o dirigente, a falta de espaço no elenco motivou a busca por um novo clube.
O Cruzeiro tem na posição hoje o (Matheus) Pereira, Gerson, Japa, tem o Rhuan Gabriel, atleta de seleção brasileira, e o Felipe Morais, outro atleta de seleção brasileira. O atleta, quanto mais jovem, precisa ter espaço. A gente julgava que com estes atletas no elenco, no momento em que o Baptistella precisava fazer uma transição no profissional, o único caminho seria fazer a transferência”, disse.
Spindel ainda revelou que a Raposa chegou a contemplar uma negociação por empréstimo para uma equipe da Série B, com o objetivo de dar minutagem ao jovem sem negociá-lo em definitivo. No entanto, o estilo de jogo predominante no campeonato pesou contra a decisão.
“Talvez outra alternativa seria emprestar para um clube da Série B, que a gente entende que não seria o melhor para ele. A Série B geralmente é um jogo muito físico, muito direto, que privilegia pouco a parte técnica, de muito duelo físico. Dentro da projeção que a gente via no elenco, a gente tomou esta decisão, olhando o ponto de vista técnico”, completou.



