Mano Menezes solta o verbo e rebate críticas em seu trabalho no Cruzeiro

Técnico do Cruzeiro em 2015 e no período de 2017 a 2019, Mano Menezes participou de grandes momentos ao lado da Raposa. No entanto, em entrevista ao programa Os Donos da Bola, o atual treinador do Internacional fez duras reclamações as críticas que recebeu ao final de seu trabalho em Minas.

Mano ressaltou o grande projeto realizado em sua segunda passagem pelo clube mineiro, por onde conquistou o bi-campeonato consecutivo da Copa do Brasil, além de dois Campeonatos Mineiros. Durante os quase 3 anos consecutivos de trabalho, foram 212 partidas, no total foram 103 vitórias, 59 empates e 50 derrotas.

“O trabalho no Cruzeiro foi espetacular, mas o final foi ruim, né? Aí só fica o final. ‘Ah, o Mano fez um trabalho ruim no Cruzeiro’. Como que eu fiz um trabalho ruim se em três anos nós ganhamos duas Copas do Brasil, que ninguém ganhou na sequência, e dois campeonatos mineiros? Com um time de média de 32 anos”

Juntando as duas passagens pelo time celeste, Mano Menezes comandou o Cruzeiro em 235 jogos, com 112 vitórias, 69 empates e 54 derrotas, resultando em um aproveitamento de 56,7%.

Robinho queria Mano Menezes

Uma das grandes estrelas do Cruzeiro no elenco bi-campeão da Copa do Brasil, o meia Robinho concedeu uma entrevista exclusiva para o GloboEsporte e comentou sobre o fatídico ano de 2019 na Raposa. Apesar dos títulos, Robinho também marcou sua passagem com o primeiro rebaixamento da história do clube celeste.

Para o atleta de 34 anos, um dos principais motivos para a queda inédita da equipe mineira foi a constante troca de técnicos. De agosto até dezembro, foram 4 treinadores diferentes na Toca.

“Uma das coisas principais foi a saída do Mano. Não tem jeito. Podem falar o que for, mas o Mano tinha o vestiário na mão. Ele controlava, ele mandava. Se ele falasse ‘o time que vai jogar é esse’, é esse que ia jogar e ninguém falava nada. Não tinha diretor dando entrevista, batendo na porta falando ‘vai trocar esse, vai trocar aquele’.”

Após a demissão de Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista tentaram salvar o time da zona de rebaixamento, mas nenhum obteve sucesso.

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