O técnico Nicolás Larcamón, demitido do Cruzeiro no começo de abril após perder o Campeonato Mineiro para o Galo, deu entrevista no México comentando período no clube mineiro e bateu de frente com um ex-diretor da Raposa, sendo ríspido e contestando falas. No clube por apenas três meses, o treinador disputou apenas 14 jogos, com sete vitórias, quatro empates e três derrotas.
Começando a comentar a demissão, Larcamón afirmou que a decisão pode ter sido tomada sem muita lógica pela diretoria do Cruzeiro. “A verdade é que, quando se está em um meio muito mais passional, onde se tomam decisões com mais paixão e nem tanta lógica, o processo de trabalho se interrompe”, iniciou.
Ainda na declaração, Larcamón contou que acreditava no trabalho e que via crescimento se não tivesse sido interrompido. “Assumi com a tranquilidade de estar à altura do desafio e tenho certeza: se o trabalho não fosse interrompido, teríamos um bom desempenho. Lamentavelmente foi interrompido. Vínhamos muito bem, o grupo estava muito alinhado com o que queríamos”.
Larcamón contestou fala de Pedro Martins. O ex-dirigente celeste disse em entrevista que a decisão de demitir já havia sido tomada antes mesmo da final do estadual. “Vínhamos muito bem, mas a decisão foi tomada depois de perder a final do Mineiro. Estávamos com quase 60% de aproveitamento, mas eu sabia como era encabeçar um projeto no Brasil”, disse o técnico.
“Houve um esforço grande dos dois lados. A partir do momento em que identificamos essa distância, foi um ato falho. ‘Vamos insistir, quem sabe funciona, quem sabe dá certo’. Insistir para chegar à conexão. Quando identificamos uma distância entre o que era o método da comissão e o do Cruzeiro, ficamos no dilema. Antes da final, estávamos com a decisão pronta de não dar seguimento ao trabalho. Não víamos mais perspectiva. Foi uma decisão dura, difícil, pois identificamos um potencial, mas não houve conexão”, versão de Pedro Martins.



