Muito além da capacidade de balançar as redes, Tostão se destacou pela inteligência tática, característica que o transformou em uma das principais peças da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1970. Antes mesmo do Mundial, o ex-atacante do Cruzeiro já havia sido decisivo ao terminar as Eliminatórias como artilheiro do Brasil, com 10 gols.
No México, Tostão desempenhou uma função que revolucionaria o futebol décadas depois. Atuando como um falso 9, recuava constantemente para participar da construção das jogadas, atraindo a marcação e criando espaços para as infiltrações de Pelé, Jairzinho e Rivellino. O papel exercido pelo ex-cruzeirense é frequentemente apontado como um dos primeiros grandes exemplos da posição no futebol mundial.
Essa visão de jogo também aparece nos números. Durante a campanha do tricampeonato, Tostão distribuiu quatro assistências, marca que o coloca entre os maiores garçons da história da Seleção Brasileira em uma única edição de Copa do Mundo. O recorde pertence a Pelé, com seis passes para gol em 1970. Logo atrás aparecem Tostão, Bruno Guimarães — que igualou a marca na Copa do Mundo de 2026 — e Zico, que também deu quatro assistências no Mundial de 1982.
Números pelo Cruzeiro
Os números da passagem de Tostão pelo Cruzeiro apresentam pequenas diferenças entre os levantamentos estatísticos, mas todas as fontes convergem para um feito incontestável: ele foi o maior goleador da história do clube e um dos jogadores mais decisivos de sua geração.
De acordo com os registros disponíveis, o ex-atacante disputou entre 378 e 383 partidas com a camisa celeste e marcou entre 242 e 248 gols, desempenho que o mantém no topo da artilharia histórica da Raposa.
O desempenho evidencia que Tostão foi muito mais do que um goleador. Sua capacidade de criar jogadas, interpretar espaços e potencializar os companheiros fez dele um dos jogadores mais completos e inteligentes da história da Seleção Brasileira e do Cruzeiro.


