A história do Cruzeiro poderia ter nome e sobrenome: Nourival Resende. O torcedor celeste, de 72 anos, fez parte dos momentos mais gloriosos do clube, mas também viveu as terríveis temporadas na Série B do Brasileirão, após o fatídico rebaixamento em 2019.
Em épocas vitoriosas, Nourival acompanhou de perto os títulos das Copas da Libertadores de 76 e 97, das finais dos mundiais diante dos alemães Bayern e Borussia; além disso, é claro, viu as seis Copas do Brasil, os Brasileiros e incontáveis Campeonatos Mineiros.
Nourival Resende, aliás, se lembra da passagem de Ronaldo pelo Cruzeiro, mas, com a volta do time à elite do futebol brasileiro, ele garante que é chegada a hora de celebrar. Afinal, para quem viu aquele “magrelo e dentuço passando pela sede campestre ser o dono do clube”, tudo se tornou motivo de orgulho, alívio e contentamento.
“É outro momento do clube, esse clube já nos deu muitas alegrias. Eu que já fui conselheiro há 20 anos, já tinha visto esse trailer há mais tempo, em outras gestões anteriores a de Itair Machado e Wagner Pires, que também foram desastrosas, mas acabaram se safando”, disse.
Em seguida, Nourival ressaltou a nova gestão do Fenômeno. “Agora o Cruzeiro voltou, e Ronaldo está dando um novo momento para o clube. Eu estava lá na sede campestre, via aquele menino dentuço e magrelo passando lá e hoje ele é o dono do clube, e a vida nos leva a isso mesmo”, contou Nourival.
As lembranças felizes de Nourival com o Cruzeiro
Fato é que Nourival Resende poderia escrever um livro só com as conquistas do Cruzeiro, ao passo que uns e outros rivais teriam que se contentar com um simples folheto. O torcedor se recorda, por exemplo, do primeiro clássico entre Cruzeiro e Atlético, com vitória da Raposa por 1 a 0, gol do eterno ídolo Tostão, em 24 de outubro de 1965.
Mas não para por aqui. “Tivemos aquele primoroso 6 a 2 contra o Santos, em 66. No primeiro tempo, ganhamos de 5 a 0, o Santos fez dois gols depois, mas o Dirceu Lopes acabou com o jogo. Ele destruiu e foi o ‘Cristo’, porque o ‘Rei’ estava do outro lado”, relembrou.
Para os mais jovens, Nourival se recordou de um gol antológico no Mineirão. “Eu também estava no estádio e vi aquele lençol do Everton Ribeiro pela Copa do Brasil, decisão entre Cruzeiro e Flamengo em 2013”, completou.



