A história recente do Cruzeiro é um emaranhado de conquistas e catástrofes. O clube que logrou o bicampeonato da Copa do Brasil (2017-18) acabou sendo rebaixado para a Série B do Brasileirão no ano seguinte. Desde então, adentrou em um cenário sombrio.
Ainda que as coisas tenham mudado drasticamente com a chegada de Ronaldo, sabe-se que a situação da equipe mineira é ainda preocupante. O Cruzeiro tem uma dívida bilionária e se estrutura para poder quitar os débitos junto aos seus credores.
Dentre os nomes que aparecem na lista de pessoas com créditos a serem quitados pelo Cruzeiro está o atacante Marcelo Moreno, hoje no Cerro Porteno, Paraguai. O jogador, que esteve na Toca da Raposa até o início de 2022, emprestou ao clube cerca de R$25 milhões.
A história de Marcelo Moreno com o Cruzeiro
Fato é que, em entrevista recente à Itatiaia, Moreno comentou sobre a dívida. “Se o Cruzeiro revelou, foi porque eles quiseram expor esse montante que foi uma ajuda. Eu acho que se não tivesse isso não sei onde estaria o Cruzeiro hoje”, iniciou o jogador.
Em seguida, o atacante comentou que, naquele momento, o aporte financeiro foi fundamental para evitar a falência da instituição. “Tive que ser um cara inteligente, um cara que pensasse no melhor do clube. Não me arrependo, porque se eu não tivesse feito aquilo, não sei o que seria do Cruzeiro”, destacou.
Além de Moreno, outros jogadores tiveram um papel crucial para a sobrevivência do clube. Basta lembrar que, recentemente, o Cruzeiro entrou em um acordo com Fábio para quitar uma dívida com o arqueiro celeste que supera a casa dos R$20 milhões.
“Quando você vê uma situação dentro de um elenco, dentro de um clube, os funcionários que não recebiam há mais de três meses. Aí, complica, porque esse pessoal ganha salário mínimo. É difícil pagar contas, luz, água. Quem ganha melhor consegue ajudar essas pessoas. Alguns jogadores estavam recebendo, então não tinha como não ajudar”, pontuou.
Marcelo Moreno comentou ainda sobre o ambiente na Toca da Raposa. “Todo dia você via aquele ambiente, que era maravilhoso desde que cheguei, em 2007, energia boa, leve. Quando eu voltei pela última vez, era totalmente diferente. Eu não poderia voltar no pior momento da história do clube e não fazer nada. Não me sentia bem”, completou.
Por fim, o Flecheiro Azul ressaltou a atual gestão do Cruzeiro. “O importante é que o Cruzeiro está bem. O presidente que tem um nome (Ronaldo), uma história, é respeitado, com certeza vai levantar o clube cada vez mais. Isso me deixa feliz. Ter ajudado e ver que deu certo”, finalizou.



