O início do trabalho de Tite no comando técnico do Cruzeiro certamente está passando longe de alcançar as expectativas do torcedor. Nesta quinta-feira (5), a equipe perdeu novamente no Campeonato Brasileiro, deste vez diante do Coritiba por 2 a 1 em pleno Mineirão.
Na partida, os mais de 15 mil torcedores presentes protestaram contra o desempenho do ex-comandante da Seleção Brasileira com coros com dizeres como “Adeus, Tite!” e “Ei Tite, vai tomar no…”. De acordo com o jornalista Cosme Rímoli, do R7, as más atuações da equipe já começaram a incomodar à diretoria, a ponto do presidente Pedro Lourenço ir ao vestiário conversar com Tite.
Apesar dos alertas ligados neste começo de 2026, ainda não há um movimento internamente para a demissão do treinador. No entanto, um fator pode pesar a favor de uma rescisão contratual nas próximas semanas, caso o desempenho da equipe não evolua.
Tite não possui multa rescisória no contrato
Isto é, o fato do contrato de Tite não contar com multa rescisória. De maneira geral, vínculos de treinadores possuem o padrão de contar com uma multa por valores elevados em caso de demissão. No entanto, as negociações entre Cruzeiro e Tite em dezembro de 2025 eliminaram esse empecilho.
A remoção da multa rescisória ocorreu para destravar o principal impasse que surgiu nas conversas para a contratação do técnico após a renúncia de Leonardo Jardim do cargo. Tite e seu estafe estavam em busca de um vínculo de curto prazo, somente até dezembro de 2026.
Já a diretoria cruzeirense priorizava a assinatura até o fim de 2027. Como resultado, o Maior de Minas optou por acatar à exigência de Tite em troca da exclusão de uma multa por rescisão. Sendo assim, o clube não precisará pagar qualquer valor caso demita o técnico ao longo desta temporada.



