Brusque não para no Cruzeiro e chora para arbitragem em mais um jogo da Série B 2022

A última partida do Cruzeiro pela Série B do Brasileirão trouxe ao público um lance caricato e burlesco. A equipe celeste encarava o Brusque, pela 21ª rodada do torneio. Nos instantes finais do jogo, diga-se, apático por parte da Raposa, a equipe catarinense teve a chance de inaugurar o placar, que, até então, estava em 0 a 0. 

Nos acréscimos do segundo tempo, o árbitro da partida assinalou corretamente um pênalti a favor do Brusque. No lance, a bola bateu na mão do zagueiro do Cruzeiro Lucas Oliveira. Na cobrança, o jogador do Brusque mandou a redonda para o fundo das redes. Contudo, o gol foi anulado, após o VAR acusar dois toques na bola do jogador. 

O treinador do Brusque, Luan Carlos, não perdeu tempo e, antes de checar a regra, bradou aos quatro ventos que houve uma injustiça. Durante a entrevista no pós-jogo, o técnico questionou: “E se fosse com o Cruzeiro iria voltar?”.

Acontece que as imagens do VAR são esclarecedoras. Na cobrança, o jogador deu dois toques na bola e, portanto, o gol foi anulado e marcado o tiro livre indireto para o Cruzeiro. Eis a explicação das regras 14 e 15 do futebol, que regem as penalidades máximas:

“O executor do tiro toca pela segunda vez a bola (exceto com suas mãos), antes que esta tenha tocado a outro jogador, será concedido tiro livre indireto à equipe contrária desde o lugar onde se cometeu a falta”.

A nova polêmica de Luan Carlos

O Brusque entrou em campo na última quinta-feira, 04 de agosto, para encarar, dentro de casa, o Sampaio Corrêa. A partida terminou empatada em 1 a 1, e, novamente, causou revolta no técnico do clube catarinense. 

Dessa vez, Luan Carlos nem esperou a coletiva de imprensa para criticar a arbitragem. Mais uma vez exaltado em campo, o treinador, literalmente, invadiu a entrevista do atleta do Sampaio Corrêa, pedindo para que o jornalista falasse do ‘gol legal’ do Brusque que foi anulado. 

A atitude, de fato, é descabida, mas deve-se evidenciar que, dessa vez, a reclamação de Luan Carlos tem coerência. O treinador se referiu ao gol marcado por Patrick, que, de acordo com o VAR, estava impedido. 

Na Central do Apito, Sálvio Spínola discordou da decisão. “O VAR considerou o Patrick na frente, mas me parece na mesma linha. Uma está sobrepondo a outra”, disse o comentarista do Grupo Globo na transmissão do Premiere.

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