O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, lamentou a derrota por 1 a 0 para o Botafogo, neste domingo (26), pelo Campeonato Brasileiro, e apontou os principais fatores que, em sua avaliação, contribuíram para o resultado negativo no Mineirão.
Na entrevista coletiva após a partida, o treinador português destacou o desperdício de oportunidades criadas pela equipe como um dos motivos para o revés. Segundo ele, a falta de eficiência nas finalizações impediu que o Cruzeiro transformasse o volume de jogo em gols.
Artur Jorge também ressaltou os desfalques importantes que o time enfrentou. Suspensos, os meio-campistas Gerson e Matheus Pereira ficaram fora da partida. Além deles, o atacante Gabriel Pec, recém-contratado e cotado para iniciar entre os titulares, sofreu uma fratura na perna esquerda no compromisso anterior e deverá permanecer afastado por alguns meses.
Durante o confronto, o Cruzeiro ainda perdeu mais duas peças por problemas físicos. O atacante Luis Sinisterra e o zagueiro Fabrício Bruno precisaram ser substituídos, aumentando as dificuldades da equipe ao longo da partida. Artur reconheceu que as ausências e os problemas físicos limitaram as opções da equipe em um duelo importante diante da torcida, no primeiro jogo no Mineirão após a intertemporada.
Abre aspas
“Este é um jogo que não soubemos ganhar, porque não aproveitamos aquilo que criamos. Voltamos a falhar muitos gols para aquilo que produzimos. Mesmo conseguindo poucas oportunidades ao adversário, um lance de bola parada, mais uma vez, penaliza-nos e acaba dando vantagem ao adversário.”
“O desempenho não foi brilhante, mas volto a dizer que criamos muitas oportunidades para fazer gol. Voltamos a falhar gols na cara do goleiro, dentro da área adversária, uma realidade que temos tido nos últimos tempos. Mas o futebol é mesmo isto, não se marca e, sofrendo, vamos ter o resultado que não queremos.”
“Tivemos hoje jogadores ausentes, importantes na equipe. São dois exemplos, e eu acrescento o Pec, que estava fora. O próprio jogo, o contexto, levou-nos para uma situação de termos duas substituições por lesão, ou seja, tivemos o Sinisterra e tivemos também o Fabricio, que pediu para sair. Isso não servirá nunca de desculpa, não sou esse tipo de treinador ou pessoa. Mas é uma realidade, é um fato, e depois, naturalmente, ficámos menos competitivos, porque acabamos por ter menos opções, menos soluções, e descemos um pouco o nosso nível de desempenho.”



