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Veja como ficaram as finanças da SAF Cruzeiro em 2022 com Ronaldo

João Valença Por João Valença
07/07/2023
Gabriel Lima e Ronaldo

Gabriel Lima e Ronaldo. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro.

Foram tempos difíceis para o Cruzeiro, após três anos consecutivos na segunda divisão, mas agora uma nova esperança está surgindo. Com a transformação em clube-empresa, a aquisição do controle pelo Ronaldo e medidas para lidar com a alta dívida, o Cruzeiro está se preparando para ressurgir. 

Essa jornada está apenas começando. A conquista da Série B e o retorno à elite foram os primeiros passos para resgatar a autoestima dos torcedores e, no aspecto financeiro, ganhar as receitas do clube.

No entanto, ainda há muitos desafios a serem superados para que o clube recupere sua competitividade. A análise tradicional do estado financeiro de um clube costuma se basear nas receitas (total arrecadado mensalmente) e no endividamento (valor pendente no último dia de cada exercício). 

Cruzeiro terá longo caminho a ser percorrido

Acontece que, no caso do Cruzeiro, esse método tem sido menos ouvido atualmente. As principais fontes de receita foram exemplos para o clube-empresa: direitos de transmissão, patrocínios, bilheterias, sócio-torcedor e transferências de jogadores. 

A antiga associação ficou apenas com a mensalidade dos sócios patrimoniais, que é bastante reduzida. No entanto, as dívidas permanecem com a associação. Ao final de 2022, antes da implementação da recuperação judicial, o valor alcançou R$1 bilhão. 

Considerando o primeiro ano de operação da SAF, que não contou com a totalidade das receitas durante os 12 meses, além do contexto de estar na Série B pelo terceiro ano seguido, o faturamento pode ser considerado até elevado, alcançando R$150 milhões. 

No que diz respeito às dívidas, o maior montante está relacionado às obrigações assumidas pela SAF em relação aos centros de treinamento. Um total de R$209 milhões é registrado no passivo do clube-empresa. 

Caso não fosse por isso, o endividamento começaria em um patamar muito mais baixo. Em resumo, a empresa responsável pela gestão do futebol do Cruzeiro nasceu com receitas maiores do que se esperava, considerando as circunstâncias precárias anteriores, mas também assumiu dívidas consideráveis, resultado dos problemas que o clube enfrentou.

Tags: Cruzeiro
João Valença

João Valença

Escritor formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Natural de Belo Horizonte - MG, pode-se dizer que o autor estima, de fato, a palavra. Apaixonado por literatura e jornalismo, encontrou no futebol a união entre os dois mundos. Afinal, a poesia existe nos fatos memoráveis, como em um domingo de clássico.

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