O ex-técnico do Cruzeiro, Tite, quebrou o silêncio e concedeu nesta semana sua primeira entrevista extensa desde sua demissão da Raposa em março deste ano. Em conversa com o GE, o treinador revelou detalhes da principal polêmica enfrentada no seu período de três meses como comandante do Maior de Minas.
Estamos falando, é claro, da briga generalizada entre jogadores do Cruzeiro e Atlético-MG no gramado do Mineirão durante a final do Campeonato Mineiro em 8 de março. O episódio rendeu suspensão por cartão vermelho direto a 22 atletas e repercutiu no mundo todo.
Na visão de Tite, a pancadaria entre os jogadores não foi causada necessariamente pelo lance entre Everson e Christian. O momento entre os dois jogadores se tornou a gota d’água, mas as desavenças entre os jogadores já vinham sendo cultivadas desde confrontos anteriores.
“Isso estava no ar. Tem muita coisa passada ali. Foi o estopim de situações passadas que aconteceram, de rivalidades que aconteceram, de provocações que aconteceram. Só comecei a entender isso depois também e passado o tempo, às vezes a gente começa a entender uma situação do ano anterior do Cruzeiro não ter classificado para a final e ter ficado fora pro América, manifestações de torcedores”, disse.
Tite explica descontrole de situação envolvendo jogadores do Cruzeiro
Ainda segundo o treinador, esse fator foi justamente o que fez a situação fugir completamente do controle e se tornar uma pancadaria generalizada envolvendo vários jogadores. O envolvimento de vários nomes de ambos elencos dificultou para a comissão técnica controlar a situação.
“Quando acalmava de um lado, estourava no outro. Aí dizia: ‘calma, tira e sai, sai’. Tentando tirar, mas era… não tinha condições. Nós tentamos tirar (os jogadores) de alguma forma, mas tinha alguma coisa nesse meio tempo com algumas pessoas específicas que eu sei, mas eu não quero falar. Posso falar, mas não devo e não quero. De atritos anteriores, de situações passadas”, explicou Tite.



