Triste e inacreditável realidade do futebol brasileiro, casos de injúria racial ainda acontecem com frequência no país. Tanto assim que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) afirmou que processos sobre o tema aumentaram em 2022.
O fato é que a entidade destacou que seguirá mantendo o rigor para impedir que os crimes aconteçam nos estádios brasileiros. Não custa lembrar que, no ano passado, o Cruzeiro foi punido por cânticos homofóbicos no duelo contra o Grêmio. À época, o clube teve que arcar com uma multa de R$30 mil, além de ser obrigado a realizar outras ações socioeducativas.
STJD faz alerta perigoso e Cruzeiro não pode se calar
Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o STJD destacou que casos de injúria racial dobraram no ano passado, em comparação direta com 2021. O vice-presidente do órgão, Maurício Neves Fonseca, comentou sobre os julgamentos de 2022.
“O papel do Tribunal é importantíssimo. É a mais alta corte do futebol brasileiro, nós temos que efetivamente tomar atitudes através de penalidades bem contundentes contra os clubes e contra aquele que pratica o ato discriminatório, seja racial, homofóbico ou qualquer tipo de ato. Tenho certeza que estamos evoluindo muito com relação a este assunto”, disse.
Vale a lembrança de que a Confederação Brasileira de Futebol criou, em outubro do ano passado, uma comissão especial para combater casos de violência e discriminação do futebol. Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, está entre os 46 membros convidados. O grupo é formado por representantes dos clubes e das federações do futebol nacional.



