O departamento jurídico do Cruzeiro teve uma quarta-feira bastante movimentada. O clube foi tema de alguns julgamentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Pezzolano, por exemplo, pegou três jogos de suspensão por conta das expulsões diante do Fluminense, na Copa do Brasil, e CSA, pela Série B do Brasileirão. Um deles já foi cumprido.
Além do treinador, o Cruzeiro em si também correu risco ao ser analisado pela corte. Na partida diante do Tricolor das Laranjeiras, pelas oitavas de final da competição mata-mata, o clube estrelado foi julgado por dois casos: briga entre as torcidas e objetos arremessados.
Veja os casos do Cruzeiro e as punições
A começar pelo arremesso de objetos que, em tese, teria sido em direção a Fábio, eterno ídolo do Cruzeiro. A defesa celeste, na figura do advogado Michel Assef, questionou se o artefato foi arremessado no gramado e não no jogador.
Em relação à desordem nas arquibancadas, o auditor Cláudio Diniz decidiu absolver o clube no episódio na briga entre as torcidas. A confusão foi registrada pouco antes da bola rolar para Cruzeiro e Fluminense.
Após a exposição dos auditores, que discordaram em certa medida, o Cruzeiro foi absolvido pela briga entre torcedores dos clubes no Mineirão, na partida da Copa do Brasil diante o Tricolor das Laranjeiras, e também pelo arremesso de objetos ao goleiro Fábio.
A argumentação de Pezzolano
A maior punição de Pezzolano foi na expulsão do treinador no jogo contra o CSA. Na súmula, o árbitro do confronto alegou que o comandante estrelado teria o insultado e, ainda mais grave, o ameaçado. No julgamento, a defesa afirmou que nunca houve ofensa por parte do técnico celeste, mas que era merecida a pena ao uruguaio.
Paulo Pezzolano foi ouvido pelos auditores e, ao ser questionado sobre o que teria dito ao árbitro, o técnico disse que não se lembrava, mas que nunca teria o chamado para brigar. “Não lembro bem. Ele falou que eu o convidei para brigar com ele. Mas não foi”, iniciou.
“Com as palavras, falar tão fácil o português. Não consigo falar fácil. Tento falar português para o que eu quero, mas não tenho essa facilidade. E nada mais. Não lembro o que falei, mas brigar fora, estaria louco de chamar um árbitro para isso”, disse Pezzolano, que foi punido, neste caso, com dois jogos de suspensão.



