As coisas não estão nada fáceis para Fernando Diniz. Depois de um 2023 memorável com direito ao título da Libertadores com o Fluminense, 2024 está sendo um calvário para o treinador que após ser demitido do clube carioca. Outro fato que mostra o péssimo momento, é o desempenho muito abaixo da expectativa no Cruzeiro, a ponto de sua permanência no cargo ser motivo de questionamentos.
Contratado no final de setembro, o treinador, de 50 anos, deixará a equipe ao término do Campeonato Brasileiro, neste domingo (8/12). O Cruzeiro enfrentará o Juventude às 16h, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. A partida, válida pela 38ª rodada, é crucial para a equipe, que ainda luta por uma vaga na próxima Copa Libertadores.
Atualmente na 9ª colocação, com 49 pontos, o Cruzeiro precisa de uma combinação de resultados para garantir a classificação. Além de vencer o Juventude, o time celeste depende de um tropeço do Bahia contra o Atlético Goianiense, na Fonte Nova, em Salvador.
Diretoria considera a mudança necessária no clube
A saída de Diniz, no entanto, já está definida, independentemente dos resultados do fim de semana. Embora o contrato ainda não tenha sido oficialmente rescindido, a diretoria do Cruzeiro considera necessária uma mudança no comando técnico. A informação sobre sua saída foi inicialmente divulgada pela SamucaTV com o jornalista Samuel Venâncio e confirmada pelo portal No Ataque.
A passagem de Diniz pela Toca da Raposa tem sido complicada. Desde sua chegada, o técnico amargou o vice-campeonato na Copa Sul-Americana e viu o time despencar na tabela do Brasileirão. A classificação para a Libertadores, que parecia garantida no primeiro semestre, ficou cada vez mais distante.
Com um aproveitamento de apenas 28,6% à frente da equipe, Diniz acumulou duas vitórias, seis empates e seis derrotas em 14 jogos. Nesse período, o Cruzeiro marcou 12 gols e sofreu 19.
Cruzeiro passou 2024 com incertezas no comando técnico
Diniz foi o terceiro técnico do Cruzeiro em 2024. Nicolás Larcamón comandou o time de janeiro a abril, seguido por Fernando Seabra, que ficou de abril a setembro, antes da chegada de Diniz. Os dois primeiros foram contratados por Ronaldo Fenômeno, que geriu a Sociedade Anônima de Futebol do Cruzeiro até abril, quando vendeu o clube ao empresário Pedro Lourenço.
Pedrinho assumiu a gestão quase simultaneamente à chegada de Seabra, que fazia sua estreia como técnico de uma equipe profissional. Apesar de um bom desempenho no primeiro turno, Seabra viu o time cair de rendimento após a 20ª rodada, o que levou à sua demissão. Ele deixou o clube na 7ª colocação, com 42 pontos, e com vantagem nas quartas de final da Sul-Americana contra o Libertad, do Paraguai.



