Em um dos primeiros movimentos da gestão de Ronaldo à frente do Cruzeiro, a diretoria da Raposa anunciou o desligamento com o goleiro Fábio. A notícia, por lógica, surpreendeu os torcedores celestes, que nunca sequer imaginaram a ruptura contratual com o ídolo.
Fato é que, pouco depois, Fábio acertou sua ida ao Fluminense. Inclusive, o arqueiro teve um reencontro com a torcida da Raposa, no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, realizado no Mineirão. Dessa vez, o goleiro estava do outro lado.
Após um início de temporada de harmonia entre o Tricolor das Laranjeiras e sua torcida, a relação, ao que tudo indica, foi por água abaixo. Na última partida, por exemplo, quando o Fluminense buscou o empate com o Botafogo, Fábio foi vaiado em campo.
O treinador Fernando Diniz, em entrevista concedida depois do jogo, saiu em defesa do arqueiro. Vale destacar, no entanto, que a relação de Fábio com a torcida ficou conturbada após uma declaração do goleiro, que protestou contra as vaias.
“O Fábio é extremamente importante, é um jogador marcado na história do futebol brasileiro. Acho que foi alguma coisa que ele falou da cobrança do torcedor. Mas é identificado com o Fluminense, e a torcida pode ter certeza de que ele respeita muito o clube. Se entrega muito, trabalha muito. Isso que tenho para dizer sobre ele”, afirmou.
Relembre o imbróglio de Fábio com a torcida
No início deste mês, o Fluminense enfrentou o América-MG no Maracanã. O duelo terminou com a vitória do Coelho por 2 a 0. Na ocasião, Fábio não ficou nada satisfeito com as vaias dos torcedores, que, ainda durante o jogo, entoaram o grito de “time sem vergonha”.
“A gente ficou invicto muito tempo, e o grupo é praticamente o mesmo. O torcedor fica triste com o resultado e cobra. Acho que tem o direito de cobrar principalmente no final do jogo. As vaias prejudicam a própria equipe. Principalmente depois do segundo tempo, os torcedores estavam incentivando mais a equipe adversária”, disse Fábio.



