A temporada do Cruzeiro no Gigante da Pampulha foi praticamente irretocável. O sucesso do clube estrelado no ano passa, invariavelmente, pelos jogos da Raposa diante da sua torcida, no Mineirão, onde escreveu páginas heroicas e imortais.
Acontece que o Cruzeiro ainda não formalizou um acordo para atuar no Mineirão em 2023, mas a situação está muito próxima de ser resolvida. De acordo com o diretor do Gigante da Pampulha, Samuel Lloyd, a perspectiva é ampliar o vínculo entre as partes.
“Estamos em negociação. Com ambos os clubes, Cruzeiro e Atlético-MG, a ideia é ter contrato de longo prazo, não jogo a jogo, mas esses acordos estão em discussão”, disse. Sabe-se que a situação precisa de um desfecho ainda em dezembro deste ano.
Lloyd destacou ainda que o objetivo é assinar um contrato com o clube estrelado de longo prazo. O diretor do Mineirão ainda revelou que tudo será resolvido em breve. “No caso do Cruzeiro, a gente sempre pensa em contrato mínimo anual, ou dois, três anos. Em breve, vocês terão novidades”, antecipou o gestor.
Como será a temporada para o Cruzeiro no Mineirão?
Sabe-se que a saída do Atlético certamente causará impacto no Mineirão. Justamente por isso, a expectativa é anunciar, a partir do ano que vem, novidades na relação comercial com o Cruzeiro, para que o estádio consiga se adaptar às mudanças.
No entanto, no decorrer deste ano, alguns ‘ruídos’ tornaram a relação entre a Raposa e o Mineirão conturbada, sobretudo com a possibilidade de uma ruptura unilateral de contrato do governo do estado com a Minas Arena, concessionário que administra o estádio.
“Toda vez que tem uma mudança de gestão, no caso agora uma SAF, o início sempre é conturbado. Os profissionais não entendem o papel do Mineirão, a força do nosso contrato, o que gera uma série de ruídos. O que nós sabemos é que o contrato, para o ano que vem, serão contratos que ampliam as receitas para o clube”, disse Samuel Lloyd.
Por fim, o gestor explicou que o Cruzeiro acumula um passivo com o Mineirão na casa de R$10 milhões. Lloyd, porém, afirmou que a empresa separa as tratativas com a associação e com a SAF, mas disse que, “em algum momento”, pode juntar os dois na Justiça.
“Temos o entendimento que há um passivo em torno de R$10 milhões, que precisa ser pago pelo clube. O Cruzeiro é um time gigantesco, que tem toda a capacidade de gerar receita e pagar essa dívida”, concluiu.



