A nova cultura implementada no Cruzeiro passa para além das mãos de Ronaldo. O ex-zagueiro Paulo André é o braço direito do Fenômeno, que o fez adquirir uma visão competitiva e agressiva no momento de contratar técnico e jogadores.
“Todos os dias vendo futebol, jogadores, treinadores. Fiz um intensivo de futebol, que por vontade própria eu não faria nunca. Tudo isso para ele me mostrar o que eu não tinha feito no futebol (do Valladolid)”, disse Ronaldo.
“O Paulo André, nesse processo de me mostrar o futebol, eu falei que ele tinha que trabalhar comigo. Ele topou, a gente começou a planejar o ano seguinte. Foi minha salvação. O Paulo André é um gênio do futebol”, completou.
Identidade do Cruzeiro
Buscar e resgatar a identidade do Cruzeiro. Essas eram as ações de Ronaldo e Paulo André. Saber enxergar as características dos jogadores e técnicos que se encaixassem com a cultura da Raposa. Foi assim, por exemplo, que descobriram Pezzolano.
“Começamos a ver como escolher um treinador. A gente tem que partir do princípio de como a gente quer que o time jogue, buscar as coisas inegociáveis. (…) Foi o que a gente fez. Eu serei eternamente grato ao Paulo, porque ele abriu meus olhos, e nós começamos a trabalhar buscando na origem o que a gente queria para o nosso time”, disse Ronaldo.
“Começamos o trabalho do Cruzeiro exatamente assim, buscando entender o time que a gente queria quando a gente assumisse. Tem a mão do treinador, de todos os profissionais, mas a origem vem dessa vontade de que o time seja protagonista, vencedor”, completou.



