A origem da Raposa, mascote mais tradicional do Cruzeiro, remonta aos anos 1940. O personagem foi idealizado pelo chargista mineiro Fernando Pieruccetti, o Mangabeira, responsável também pela criação dos mascotes dos outros grandes clubes de Belo Horizonte. A escolha do animal não ocorreu por acaso: Mangabeira buscou uma figura que simbolizasse as características atribuídas a Mário Grosso, dirigente celeste da época, conhecido pela capacidade de articulação, sagacidade e eficiência nos bastidores do futebol.
Ao longo das décadas, a Raposa deixou de ser apenas um desenho para se transformar em um dos principais elementos da cultura cruzeirense. Em 2003, o clube ampliou essa identificação ao lançar o Raposão e o Raposinho, personagens que passaram a marcar presença nos jogos e eventos oficiais, aproximando ainda mais o mascote da torcida.
A primeira aparição da dupla aconteceu em uma partida diante do Tupi, pelo Campeonato Mineiro. Coincidentemente, aquela temporada entrou para a história do Cruzeiro com a conquista da Tríplice Coroa, composta pelos títulos do Estadual, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.
Reformulação contestada
Em 2023, ano em que Raposão e Raposinho completaram duas décadas de existência, o Cruzeiro apresentou versões remodeladas dos mascotes. A iniciativa, entretanto, encontrou resistência imediata entre os torcedores, que demonstraram insatisfação tanto nos estádios quanto nas redes sociais. Diante da repercussão negativa, o clube optou por abandonar a mudança e preservar a identidade visual que havia se tornado popular ao longo dos anos.
A família de mascotes ganhou ainda mais representatividade em 2020, quando foi apresentada a Raposona Salomé. A personagem surgiu como tributo à icônica torcedora Dona Salomé, uma das figuras mais queridas da história do clube. O visual foi inspirado em características marcantes da cruzeirense, incluindo os cabelos claros, os tradicionais óculos azuis e a raposinha de pelúcia que costumava carregar em suas aparições.
Embora a Raposa seja o símbolo mais conhecido do Cruzeiro, ela não é a única representação ligada à instituição. Outro elemento fundamental é a constelação do Cruzeiro do Sul, que serviu de inspiração para o nome adotado pelo clube em 1942, após a mudança de Palestra Itália. As cinco estrelas que compõem o escudo fazem referência direta à constelação e acabaram se tornando uma das identidades visuais mais emblemáticas do futebol nacional.


