Um dos maiores destaques do Cruzeiro na temporada, Paulo Pezzolano, desde que assumiu o clube estrelado, tem proporcionado ao torcedor bons motivos para sorrir. Líder da Série B do Brasileirão com 54 pontos, a Raposa está prestes a confirmar o acesso à elite do futebol.
Quem vê o Cruzeiro de Pezzolano navegar em calmaria neste ano, não supõe a tempestade vivida pelo clube em um passado não tão distante. Durante os dois primeiros anos que esteve na Série B, o clube celeste, em campanhas pífias, teve, ao todo, seis treinadores.
Com Pezzolano, no entanto, é diferente. Além de um campeonato vitorioso, com dez pontos de frente para o vice-líder, a equipe mineira mostra que conseguiu estabilidade para longos trabalhos. O uruguaio é o treinador mais longevo desde a ‘era Mano Menezes’.
O julgamento de Pezzolano
Desde que chegou ao clube, Pezzolano foi expulso em quatro oportunidades, sendo que a primeira delas ainda pelo Campeonato Mineiro. A última, no entanto, foi na partida diante do Grêmio, em Porto Alegre, no domingo passado. Porém, o lance em questão ainda paira na incerteza.
Fato é que as outras duas expulsões foram analisadas nesta quarta-feira (24) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A corte chegou ao veredicto de que Pezzolano tem que se afastar do Cruzeiro por três rodadas. A punição máxima poderia ter sido de 12 partidas.
O tribunal analisou as expulsões do treinador diante do Fluminense, pela Copa do Brasil, e CSA, em jogo disputado na Série B do Campeonato Brasileiro. Em ambos os casos, após receber o cartão vermelho, o treinador celeste perdeu a compostura e invadiu o campo.
Na partida contra o CSA, aliás, o árbitro do confronto, Flávio Rodrigues de Souza, alegou, em súmula, que Pezzolano teria o ofendido com incontáveis palavrões e o ameaçado. O treinador levou dois jogos de suspensão, sendo que um deles já foi cumprido.
Depoimento de Paulo Pezzolano no STJD
Em seu depoimento ao STJD, durante sessão remota, Pezzolano afirmou que não teria ofendido ou ameaçado o juiz. “Nunca quis ofender o árbitro. Não foi o que falei 100%, mas foi o que ele escreveu. Às vezes, por ser tão sanguíneo, falamos algo. Mas quero pedir desculpas. Não gosto de ofender. Ofender, não. Me dá vergonha”, disse.



