O Cruzeiro conquistou o título da Série B do Brasileirão e, é claro, o acesso à elite do futebol nacional. A campanha memorável da Raposa perpassa, invariavelmente, pelas mãos de Paulo Pezzolano. Desde que chegou ao clube celeste, o treinador conseguiu implementar um estilo de jogo arrojado, ofensivo e, sobretudo, corajoso.
Porém, Pezzolano pode ficar de fora desta reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. Isso porque o treinador estrelado terá um recurso julgado pelo Pleno Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na próxima quinta-feira (13), às 11h.
Pezzolano será julgado pela sua expulsão na partida contra o CSA, em confronto válido pela 19ª rodada do campeonato nacional de pontos corridos. Vale destacar, de antemão, que, em julgamento realizado em agosto, o uruguaio havia sido punido com dois jogos de suspensão.
A defesa do Cruzeiro, no entanto, entrou com um recurso por conta da infração pautada pela acusação. Pezzolano foi incurso no artigo 243 do código desportivo brasileiro, que fala sobre “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto”. Os auditores consideraram que não houve ofensa de Paulo Pezzolano, mas sim desrespeito.
Relembre a expulsão de Pezzolano pelo Cruzeiro
No dito confronto, Pezzolano ficou inconformado com uma falta cometida pelo jogador do CSA em Rômulo, atleta da Raposa. Reclamou acintosamente e recebeu o cartão amarelo. Em seguida, continuou gesticulando contra a arbitragem e foi expulso; perdeu as estribeiras.
Após receber o cartão vermelho, Pezzolano invadiu o campo e chegou a segurar o árbitro do duelo, Flávio Rodrigues de Souza, pelo colarinho. Na súmula, o juiz afirmou que se sentiu desrespeitado pelo treinador do Cruzeiro e que o uruguaio teria o chamado para a ‘briga’.
“Após receber um cartão amarelo por reclamar ostensivamente, o mesmo me segurou pelo braço de forma desrespeitosa. Ato contínuo, apliquei o segundo cartão amarelo ao referido treinador que me segurou pelo colarinho da camisa”, escreveu Flávio, que segue.
“Informo ainda que durante todo este protesto o treinador precisou ser contido pelo seu auxiliar técnico. Concluo que me senti ofendido e desrespeitado por essa ação”, finalizou.



