A última partida do Cruzeiro pela Série B do Brasileirão certamente será por muito tempo lembrada pelos torcedores. Em primeiro lugar, o clube celeste encarou o Grêmio, um duelo digno de final de campeonato, no qual duas das maiores equipes do Brasil se enfrentaram.
Se tecnicamente o jogo não teve tanto brilho, além, é claro, do belo drible de Daniel Júnior em cima de Lucas Leiva, e do passe à la De Bruyne de Lucas Oliveira para o gol de Luvannor, taticamente não faltou entrega dos jogadores. Ao final do jogo, dois a dois no placar.
Contudo, antes do apito final, o juiz da partida, ainda por razões pouco explícitas, expulsou Pezzolano do confronto com dois cartões amarelos. Vale lembrar que o comandante da Raposa foi julgado no STJD por outras expulsões e pegou três jogos de suspensão.
Nos dois lances que foram analisados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Pezzolano, sim, perdeu a compostura e a ética profissional, tendo invadido o campo após receber os cartões vermelhos. Na partida contra o Grêmio, contudo, o fato não se repetiu.
A explicação do juiz e de Pezzolano para a expulsão
Em súmula, o árbitro do confronto, em linhas gerais, afirmou que Pezzolano foi expulso por reclamar contra decisões de campo. O treinador da Raposa havia sido advertido com um cartão amarelo ainda na primeira etapa. Aos 25 minutos do segundo tempo veio o vermelho.
O juiz afirmou que o primeiro cartão foi aplicado após o treinador “reclamar e protestar ostensiva e ofensivamente contra a decisão da arbitragem”. Já o segundo foi por “persistir em protestar de maneira exaltada, com gestos socando o ar”.
Para um juiz, a coerência é a principal virtude, afinal, não há justiça se houver dois pesos e duas medidas. Durante a transmissão, o comentarista Paulo César Vasconcelos, da Globo, chamou atenção de um lance em que Roger Machado, técnico do Grêmio, esbravejou à beira de campo com a mesma, para usar as palavras do juiz, ‘maneira exaltada’. Não recebeu cartão.
Para piorar a situação, Pezzolano afirmou que, no lance do segundo amarelo, ele estava gesticulando contra Luvannor, atleta da Raposa que se deixava estendido no campo de jogo. Fato é que o treinador não comandará a equipe contra o Náutico, nesta sexta-feira (26), às 21h30, no Independência.
“Sou muito de cobrar os jogadores, levantar o braço para eles. Mas, às vezes, pegamos a fama. Às vezes, acham que estamos reclamando com eles (árbitros). No último jogo, foi isso mesmo. Não sou uma pessoa de faltar respeito. Trato todo mundo igual”, disse Pezzolano.



