Pai e empresário de Gerson, Marcão comentou pela primeira vez sobre a transferência do volante para o Zenit, da Rússia, e posteriormente ao Cruzeiro. Em um primeiro momento, o estafe rebateu críticas envolvendo a carreira do jogador após a mudança no futebol russo.
A operação envolvendo o meio-campista movimentou valores gigantescos no mercado. Ao todo, o negócio foi fechado em 30 milhões de euros, cerca de R$ 188 milhões na cotação atual, sendo 27 milhões de euros fixos e mais 3 milhões em bônus por metas. Além disso, Gerson passou a receber um salário próximo de R$ 3 milhões mensais.
Inicialmente, em entrevista ao canal Noite Celeste, Marcão negou que a ida do jogador ao exterior tenha prejudicado suas chances de disputar a Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, a ausência na lista final da Seleção Brasileira teve relação direta com os problemas físicos enfrentados recentemente pelo atleta.
“Negativo, não prejudicou. O jogador estava em todas as pré-listas da Seleção quando jogava no Zenit”, disse. Marcão ainda criticou os comentários feitos nas redes sociais sobre a situação do volante: “O pessoal fala o que não sabe, fala bobagem e mentira”.
Adaptação no Cruzeiro e recuperação de Gerson
Contratado pelo Cruzeiro no início da temporada, Gerson precisou atravessar um período de adaptação antes de assumir protagonismo na equipe. Aos 29 anos, o volante recuperou espaço ao longo do ano e passou a ser considerado uma das principais peças do elenco celeste.
Mesmo vivendo boa fase, o meio-campista acabou ficando fora da convocação final para a Copa do Mundo. Nas redes sociais, torcedores especulam que a ida ao Cruzeiro também pode ter atrapalhado a possível convocação do jogador.
Marcão admite que o filho sentiu bastante a ausência entre os 26 convocados para o Mundial. Ainda assim, afirmou que tentou transformar o momento em motivação para a sequência da carreira. “Falei para ele não baixar a cabeça, porque a gente já passou por muito sufoco na vida.”



