Segundo estrangeiro com mais jogos pelo Cruzeiro, atrás apenas de Lucas Romero, Ariel Cabral colocou um ponto final na carreira de jogador em 2024. Ao longo de 17 temporadas como profissional, o volante construiu uma trajetória marcada por identificação com a equipe mineira, onde teve duas passagens e somou 200 jogos.
A primeira ocorreu entre 2015 e 2020, período em que se tornou peça importante do meio-campo celeste. Após o rebaixamento à Série B, foi emprestado ao Goiás e retornou à Toca da Raposa para atuar também na temporada de 2021. Revelado pelo Vélez Sarsfield, Ariel acumulou ainda 211 partidas pela equipe argentina. Em 2011, teve uma experiência por empréstimo no Legia Varsóvia, da Polônia.
Os últimos anos da carreira foram defendendo o Racing de Montevidéu, do Uruguai, onde entrou em campo 26 vezes e conquistou o título da segunda divisão nacional. Ainda nas categorias de base, integrou a seleção argentina campeã mundial Sub-20 ao lado de nomes como Sergio Agüero e Sergio Romero. Apesar das conquistas também pelo Vélez, o ex-volante sempre destacou o carinho especial pelo Cruzeiro.
“Torci muito quando o Cruzeiro estava para subir, ainda torço, porque o Cruzeiro merece estar melhor ainda, brigando pelas copas, ganhando títulos. Fico muito feliz, porque o Cruzeiro me deu tudo, e eu sou muito grato por isso, assim como minha família. Vou ser torcedor do Cruzeiro sempre.”
Números
Ao longo de sete temporadas, entre 2015 e 2021, foram 200 partidas disputadas e quatro gols anotados, números que o transformaram no estrangeiro com mais jogos pelo time mineiro. Durante esse período, participou de uma das fases mais vitoriosas recentes da Raposa, conquistando dois Campeonatos Mineiros, em 2018 e 2019, além das Copas do Brasil de 2017 e 2018.
Ariel destacou dois confrontos como os mais especiais de sua passagem pelo Cruzeiro. O primeiro foi a final da Copa do Brasil de 2017 contra o Flamengo, no Mineirão, quando a equipe levantou o título nos pênaltis. O segundo foi a decisão estadual de 2018 diante do Atlético-MG, em que o Cruzeiro venceu o rival e confirmou mais uma conquista mineira.
“Sempre fui um jogador taticamente não de ressaltar muito, de sobressair individualmente, mas sim coletivamente. Tem o jogo da final da Copa do Brasil de 2018, tem o jogo contra o São Paulo, quando cheguei, que dei um passe para o Damião fazer o gol. Naquele, eu também em senti bem.”


