Contratado pelo Cruzeiro para vestir a camisa 10 do clube e ser um dos principais jogadores do time na temporada, o meia-atacante Nikão, de 30 anos, já passou por muitos momentos de dificuldades na vida pessoal antes de brilhar nos gramados brasileiros. Antes de iniciar a carreira, conviveu com o drama de perder a mãe aos oito anos e uma avó aos 16. Mais velho, ainda perdeu um irmão num acidente de carro.
As dificuldades na vida pessoal fez com que Nikão começasse a beber ainda muito cedo e precisou enfrentar o alcoolismo antes de se tornar, por exemplo, um dos maiores ídolos da história do Athletico-PR.
“Minha relação com o álcool começou aos 12 anos e foi até os 22 anos. Chegou um momento em que eu jogava para sustentar o meu vício da bebida. Onde tinha bebida, eu estava junto. Bebia vodca, uísque, cerveja, vinho, champanhe”, revelou o jogador.
O vício fez com que Nikão quase desistisse da carreira de jogador. Hoje em dia, o meia-atacante do Cruzeiro já está há oito anos sem beber e reencontrou no amor da família a paixão pelo futebol. Após rodar por várias equipes no início da carreira, construiu uma história de idolatria pelo Athletico, teve passagem pelo São Paulo e agora está emprestado ao clube do coração.
Nikão inicia trajetória no Cruzeiro
Nikão vai atuar pelo Cruzeiro até o final da temporada por empréstimo do São Paulo. Ao todo, o jogador já soma dois gols em quatro jogos pela Raposa e é o artilheiro do time no ano. Apesar de ser um dos destaques da equipe, o clube celeste não vive boa fase no Campeonato Mineiro e já está há três partidas sem vencer. A reviravolta pode acontecer nesta segunda-feira (13), no clássico contra o Atlético.



