O Cruzeiro já está em contagem regressiva para a partida desta quinta-feira (29) contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro. Enquanto a Raposa vive um começo de temporada tranquilo, o clube de John Textor está em crise profunda.
Nesta quarta-feira (28), o empresário estadunidense foi afastado do comando da Eagle, empresa que detém o controle da SAF do Botafogo. John Textor, no entanto, permanece como dono do time carioca devido a uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro emitida em outubro de 2025.
O imbróglio entre Textor e Eagle já vinha se arrastando a meses graças a uma ruptura do empresário com a Ares, fundo credor da empresa. Inclusive, a disputa interna e as dívidas adquiridas pelo estadunidense foram alguns dos fatores que levaram a seu afastamento do Crystal Palace, da Inglaterra, e do Lyon, da França.
O último clube citado, inclusive, chegou a sofrer um rebaixamento administrativo graças ao balanço financeiro negativo gerado pela gestão de Textor. A decisão foi revertida pela Federação Francesa de Futebol (FFF) a partir do afastamento do empresário.
Botafogo possui mais de R$ 600 milhões em dívidas
A crise administrativa do Botafogo já coloca em risco a disputa por títulos nesta temporada. Isso porque o time carioca foi condenado pela FIFA e está proibido de inscrever novos jogadores em qualquer competição.
A punição conhecida como “transferban” foi aplicada ao clube devido a uma dívida de 21 milhões de dólares (R$ 109 milhões) adquirida com o Atlanta United pela contratação de Thiago Almada. Além desta pendência, o clube também deve mais de R$ 500 milhões em dívidas de curto prazo.
Inclusive, uma nova cobrança contra a SAF do Botafogo surgiu na FIFA nesta semana. O Vélez Sarsfield, da Argentina, cobra o pagamento de R$ 13,7 milhões que deveriam ter sido pagos pela contratação de Montoro.
Junto a isso, o Botafogo também chegou a dever três meses de direitos de imagem ao elenco. Além disso, também haviam pendências em aberto com parte do vestiário em relação ao FGTS. Na última semana, o clube carioca quitou parte do valor em aberto.



