O Cruzeiro, tem sido alvo de discussões devido à sua participação no Campeonato Brasileiro de 2023. Em meio aos dados divulgados sobre os 20 clubes envolvidos na competição, um fato chamou a atenção: o time celeste possui o menor número de jogadores sub-23 com mais de 90 minutos em campo nas primeiras 13 rodadas.
Essa informação levanta questionamentos sobre a estratégia adotada pelo técnico Pepa em relação aos jovens talentos presentes no elenco cruzeirense.
Escassez de oportunidades para jovens talentos: A polêmica escolha do técnico Pepa no Cruzeiro
Conforme os dados divulgados pelo Footure Pro com base no WyScout, apenas um jogador do Cruzeiro conseguiu ultrapassar a marca de 90 minutos de participação na Série A até o momento.
Trata-se do ponta Stênio, que acumulou pouco mais de 200 minutos em campo. Embora Stênio tenha sido utilizado com certa frequência, outros jovens jogadores como Daniel Jr, inicialmente por opção do treinador e agora devido a uma lesão, e Kaiki, devido aos bons desempenhos de Marlon, têm sido deixados de fora da equipe.
Essa situação tem levado parte da torcida a cobrar o uso desses talentos jovens, especialmente no setor ofensivo, que enfrenta um momento complicado.
No caso específico de Stênio, o jogador participou de oito jogos até o momento, sendo titular em dois deles, porém ainda não marcou gols nem contribuiu com assistências. Sua média de tempo em campo por partida gira em torno de 26 minutos, um número considerado relativamente baixo para um jogador com suas características.
Vale ressaltar que o levantamento realizado não incluiu jogadores com menos de 90 minutos de participação, o que significa que nenhum outro jogador com 23 anos ou menos do Cruzeiro foi considerado nessa análise.
Ranking de utilização de jogadores sub-23 no Brasileiro
- Bragantino (15 jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: cinco; mais de 500 minutos: cinco
- Vasco (14 jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: dez; mais de 500 minutos: três
- Palmeiras (11 jogadores) — Até 200 minutos: dois; entre 200 e 500 minutos: sete; mais de 500 minutos: dois
- Corinthians (11 jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: seis; mais de 500 minutos: quatro
- Grêmio (nove jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: seis; mais de 500 minutos: dois
- Internacional (oito jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: quatro; mais de 500 minutos: três
- Bahia (oito jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: quatro; mais de 500 minutos: três
- Athletico-PR (oito jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: quatro; mais de 500 minutos: três
- São Paulo (sete jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: três; mais de 500 minutos: três
- Santos (sete jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: dois; mais de 500 minutos: quatro
- Fluminense (seis jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: três; mais de 500 minutos: dois
- Coritiba (seis jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: três; mais de 500 minutos: dois
- América-MG (cinco jogadores) — Até 200 minutos: três; entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: um
- Goiás (quatro jogadores) — Até 200 minutos: três; mais de 500 minutos: um
- Fortaleza (quatro jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: dois
- Flamengo (quatro jogadores) — Entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: três
- Botafogo (quatro jogadores) — Até 200 minutos: um; entre 200 e 500 minutos: um; mais de 500 minutos: dois
- Cuiabá (três jogadores) — Mais de 500 minutos: três
- Atlético-MG (dois jogadores) — Mais de 500 minutos: dois
- Cruzeiro (um jogador) — Entre 200 e 500 minutos: um
Pepa discute oportunidades para a base no Cruzeiro
Após o empate sem gols entre Cruzeiro e Internacional, no último sábado (1), pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Pepa concedeu uma entrevista à imprensa, onde diversos questionamentos foram direcionados a ele.
Em meio às perguntas, um dos temas abordados foi a possibilidade dos jovens talentos da base, que vêm treinando com o elenco principal, receberem oportunidades nos próximos jogos.
“Hoje jogou o Stênio, o Marlon hoje estava pendurado e levou o amarelo, em condições normais, vai o Kaiki lá pra dentro, outro jogador da base. Hoje o Robert era para entrar no jogo. A partir dos 65 minutos, como eu falei, (o jogo) alterou por completo (com a expulsão de Lucas Oliveira) e nós alteramos também, tiramos os alas para ficarmos mais confortáveis atrás, portanto não deu para o “miúdo” entrar” explicou Pepa.
O treinador ainda comentou mais sobre o espaço aos jovens jogadores:
“Mas isto não pode ser o “entrar por entrar”. Nós temos que nos lembrar, e temos que ser aqui muito sinceros, que o Cruzeiro teve três anos na Série B. É natural que a própria qualidade da base, uma coisa é Série B e outra coisa é Série A, são coisas completamente diferentes. Nós temos que ter essa capacidade de trabalhar, preparar as crias, e não lançar para dizer que apareceu, que o Cruzeiro ou Pepa lançaram” ressaltou o treinador.



