O Cruzeiro já vive em contagem regressiva para realizar sua reestreia pela Copa Libertadores após sete anos afastado da competição. Mas, enquanto a equipe mineira segue com foco total na partida contra o Barcelona de Guayaquil, os outros dois times que completam o Grupo C viraram alvo de críticas parte da imprensa brasileira nesta semana.
A polêmica não surgiu à toa, já que o Universidad Católica, do Chile, e o Boca Juniors, da Argentina, vivem uma crise extracampo às vésperas do confronto de estreia na “Liberta”, no dia 7. Tudo começou nesta semana, quando o governo chileno vetou a presença da torcida argentina na Claro Arena, casa do Universidad Católica em Santiago.
A medida proibitiva contra torcedores do Boca Juniors rendeu críticas por parte do jornalista brasileiro Mauro Cezar, que cobrou a saída do Universidad Católica da competição. “Então que saiam da Libertadores”, disse o comunicador via X, em resposta ao comunicado do time chileno acerca da medida governamental.
Por que o governo proibiu a presença de argentinos na Libertadores?
A decisão expedida pela Delegação Presidencial Metropolitana tem como objetivo evitar a repetição da confusão generalizada entre chilenos e argentinos na Copa Sul-Americana, no ano passado. Na ocasião, torcedores do Independiente e do Universidad de Chile protagonizaram uma briga que resultou em 19 feridos.
Em nota, o Universidad Católica afirmou que chegou a abrir conversas com a diretoria do Boca Juniors para garantir a presença de um número reduzido de torcedores adversários na Claro Arena. Porém, o clube argentino optou por “contra-atacar” e aplicar reciprocidade na proibição de torcedores chilenos na Bombonera.



