Uma das movimentações mais polêmicas do Cruzeiro neste ano no mercado de transferências acaba de tomar contornos ainda mais desagradáveis para a torcida. O meio-campista Cauan Baptistella, cria da base que deixou o clube por R$ 30,9 milhões, está brilhando no futebol europeu.
O campeão da Copinha era visto como um jogador de grande potencial e possível substituto natural de Matheus Pereira para o futuro do clube. No entanto, a avaliação interna da diretoria determinou sua venda ao Metalist 1925, da Ucrânia, no início de fevereiro.
Desde que chegou ao país europeu, Baptistella vêm agradando a imprensa e a torcida de seu novo clube. Inclusive, a cria da Toca estreou marcando gol em uma partida amistosa, apenas dois dias depois assinar o contrato e realizar sua apresentação oficial.
A estreia em jogos oficiais ocorreu no último sábado (21), no empate em 0 a 0 contra o Kryvbas, na 17ª rodada do Campeonato Ucraniano. Após entrar em campo aos 28 minutos do segundo tempo, Baptistella chegou a gerar oportunidades de gol, mas desperdiçou a principal chance da reta final da partida.
Cruzeiro explica venda de joia da base
Em entrevista ao GE, o executivo de futebol do Cruzeiro, Bruno Spindel, explicou bastidores da venda de Baptistella ao futebol europeu. Segundo o dirigente, a alta concorrência na posição foi o principal motivo por trás da negociação.
“O Cruzeiro tem, na posição, o Pereira, o Gerson, o Japa, o Rhuan Gabriel, o Felipe Morais, que são atletas com passagem pela seleção brasileira(…) A gente preferiu fazer transferência, porque talvez esses atletas estivessem num lugar mais avançado. São decisões que levam em conta a parte técnica, não só de mercado”, disse.



