Ídolo do Cruzeiro, Roger Flores critica venda do clube para Ronaldo

Ronaldo Fenômeno anunciou a compra de 90% das ações do Cruzeiro no dia 18 de dezembro de 2021, pelo montante total de R$ 400 milhões. A Raposa é o primeiro clube-empresa no Brasil a usar o modelo Sociedade Anônima do Futebol (SAF), desde que foi aprovado pelo Congresso Federal no ano passado.

O comentarista Roger Flores, afirmou que não concorda com o valor pelo qual o clube foi vendido. De acordo com uma polêmica nota publicada pela Mesa Diretora do Conselho do clube, o ex-jogador investiu R$ 50 milhões de maneira imediata, e posteriormente adicionaria R$ 350 milhões ao longo de sua gestão.

“Outra escolha sempre tem. Eu só achei que o valor realmente é muito pouco. Cinquenta milhões de aportes, e depois 350. E ter que, de alguma forma, buscar esses 350 com receita que o próprio Cruzeiro vai dar”, disse Roger.

Ronaldo e o Cruzeiro

Após 86 dias da assinatura oficial do contrato de compra, Ronaldo exige novos ajustes e discute assuntos fundamentais para se tornar dono em definitivo do clube. Uma das principais exigências, seria a compra das Tocas da Raposa I e II, porém, qualquer negociação envolvendo imóveis sobre domínio do clube, deve ser votada pelo conselho deliberativo.

No entanto, a Mesa Diretora do Conselho do Cruzeiro publicou na quarta-feira (16), uma polêmica nota que revela detalhes dos valores no contrato de venda da SAF Cruzeiro, quebrando assim a confidencialidade prevista no contrato.

Vale lembrar que mesmo após assinar a compra, Ronaldo Fenômeno ainda pode desistir da negociação e a quebra do contrato pode ser um dos motivos para tal desistência.

Nesta quinta-feira (17), em resposta a polêmica carta divulgada pela Mesa Diretora do Conselho, Ronaldo explicou os detalhes do contrato de compra da SAF Cruzeiro. Em parte da nota, Fenômeno comenta sobre o projeto para a Raposa.

“A SAF se coloca como facilitadora não apenas para encontrar os meios de pagamento dessa dívida, como também para recolocar o futebol do Cruzeiro no seu lugar de protagonista do futebol brasileiro. Em contrapartida, o controle das Tocas pela SAF garante que o patrimônio do futebol não seja colocado mais uma vez em risco. 
 
Por fim, acreditamos em trabalho silencioso, sem dar publicidade a pontos contratuais em respeito às cláusulas de confidencialidade que devem ser cumpridas. O Cruzeiro precisa de estabilidade para seguir o caminho da reconstrução. O Conselho do clube é soberano e acreditamos que o julgamento dos pleitos será feito de maneira coerente levando em consideração o melhor para o Cruzeiro. “

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