Como torcedores bem sabem, o início de 2026 do Cruzeiro segue longe do ideal. Não à toa, a equipe amarga a última colocação do Campeonato Brasileiro atualmente, com duas derrotas e um empates. Entre os resultados ruins sob comando de Tite neste ano, um se destaca: a goleada por 4 a 0 sofrida para o Botafogo na estreia do Brasileirão.
No entanto, engana-se quem pensa que o resultado reflete uma grande temporada do time carioca. Pelo contrário, o clube do bilionário estadunidense John Textor vive uma crise institucional e financeira sem precedentes.
O empresário que adquiriu a SAF botafoguense em 2021 está no centro desse momento negativo da equipe. Em dezembro de 2024, o Alvinegro sofreu um ‘transfer ban’ da FIFA como punição devido ao não pagamento da transferência do meia Thiago Almada, contratado em 2023 por 21 milhões de dólares (R$ 114 milhões).
A punição escancarou a crise financeira do Botafogo, que chegou a dever até três meses de salário e FGTS ao elenco no início de 2026. Apesar de ter quitado a dívida com o vestiário e garantido a liberação da FIFA para inscrever jogadores, o clube segue enxugando as contas.
Botafogo enxuga folha salarial
De acordo com apuração do jornal Lance!, o Botafogo segue enxugando os gastos nos bastidores. Na última semana, a gestão da SAF concluiu um processo de readequação interna para a temporada de 2026. A projeção do clube é de reduzir cerca de R$ 11 milhões do orçamento. Até o momento, a diretoria já demitiu cerca de 10 funcionários.



