Goleiro histórico do Cruzeiro abre o jogo e revela detalhes da saída do clube

Um dos destaques do Cruzeiro no período mais vitorioso do time, o goleiro Gomes, que foi revelado na Toca da Raposa, marcou a história do clube mineiro e, sem dúvida, faz parte do rol de jogadores mais importantes para a equipe celeste. 

O arqueiro era titular do time que conquistou a Tríplice Coroa em 2003, sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo e com atuações fenomenais de Alex, eterno camisa 10 do Cruzeiro. Gomes foi vendido em julho de 2004, aos 23 anos, para o PSV, da Holanda.

O adeus com derrota, mas de cabeça erguida

Gomes relembrou, recentemente, em entrevista ao Superesportes, o momento em que se despediu do Cruzeiro, e como o time holandês surgiu no radar. “Minha ida para o PSV foi algo muito engraçado. Eu havia disputado no início de 2004 o Torneio Pré-Olímpico, no Chile, e o olheiro do PSV estava lá para assistir a um jogo meu”, iniciou a explicação. 

De acordo com o ex-atleta, o clube da Holanda precisava, à época, contratar três goleiros. Após assistir o aquecimento de Gomes para a partida pré-olímpica, o olheiro que estava no estádio bateu o martelo sobre a contratação

“Como já me acompanhava, ele viu só o aquecimento e foi embora para o hotel. Não quis ver mais. Só o aquecimento foi suficiente para confirmar o que ele já tinha visto”, relembrou.

A última partida de Gomes pelo Cruzeiro foi na vitória por 2 a 1 sobre o Deportivo Cali, da Colômbia, no duelo de volta das oitavas de final da Libertadores de 2004. Os colombianos haviam vencido o jogo de ida por 1 a 0. A decisão foi para os pênaltis. 

O time celeste perdeu todas as cobranças decisivas e foi eliminado dentro do Mineirão por 3 a 0 nos pênaltis. “Eu quebrei a mão na eliminação do Cruzeiro na Libertadores, aquele foi meu último jogo. Mas não tinha nada do PSV ainda, não estávamos próximos da janela de transferências”, contou Gomes. 

Foi durante a sua recuperação que o ex-atleta recebeu a proposta do PSV, que já havia iniciado as tratativas com o Cruzeiro. “Já fiquei ansioso, né, mas continuei minha recuperação”, contou.

“Eu vi a oportunidade de jogar na Europa, de dar uma casa para a minha mãe. Jogar no clube do meu coração já era sobrenatural, mas achava que não poderia perder a oportunidade. Eu saí pela porta da frente, isso é o mais importante. Nunca forcei nada. Fiz com que eles entendessem a minha situação. E realmente foi aquilo que aconteceu, foi tudo verdade”, finalizou. 

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