Bicampeão da Série A do Brasileirão pelo Cruzeiro em 2013 e 2014, o ex-atacante Júlio Baptista construiu uma carreira de respeito como jogador e atualmente busca se consolidar como técnico. Aos 44 anos, o ex-atleta da Seleção Brasileira admite que se preocupa com o fato de ser negro na Europa.
Em entrevista ao diário italiano ‘Gazzetta dello Sport’, Júlio Baptista diz que vê poucos treinadores negros nos principais clubes, seja no Brasil ou no Velho Continente. O ex-atacante acredita que essa situação precisa ser mudada e que trabalha para mudar a realidade dos técnicos negros na Europa.
“Não sei (se há racismo). Mas é um fato. Quantos treinadores negros você vê nas cinco principais ligas (da Europa)? Eu não vejo muitos. Gostaria de pensar que é apenas uma coincidência, mas infelizmente acho que não. Há menos oportunidades”, questinou o xodó da torcida do Cruzeiro.
Ex-campeão pelo Cruzeiro fala sobre racismo na Europa
Depois de ter passado muitos anos atuando na Espanha, onde defendeu clubes como Real Madrid, Sevilla e Málaga, Júlio Baptista pendurou as chuteiras em 2018 no CFR Cluj, da Romênia. Atualmente, o brasileiro vive em Madri, mas recusou uma oferta para assumir o time Sub-19 do Real Madrid e está livre no mercado.
“Eu gostaria de ser treinador, mas nós, negros, somos penalizados. Espero ser eu quem vai reverter essa tendência. Nunca diga nunca”, declarou o treinador, que já esteve à frente das categorias de base do Real Valladolid, da Espanha, no ano passado, ainda sob a gestão do presidente Ronaldo Fenômeno.



